Rio de Janeiro, 29 de Setembro de 2026

Produção da indústria brasileira cresce pelo quarto mês seguido

A produção da indústria brasileira cresceu pelo quarto mês seguido em abril na comparação mensal, puxada pela atividade de bens duráveis, com destaque para veículos. (Leia Mais)

Segunda, 01 de Junho de 2009 às 08:13, por: CdB

A produção da indústria brasileira cresceu pelo quarto mês seguido em abril na comparação mensal, puxada pela atividade de bens duráveis, com destaque para veículos. O ritmo de expansão, contudo, foi um pouco inferior ao esperado por analistas de mercado. Em relação ao ano passado, a indústria continuou registrando queda significativa, com a maioria dos setores fortemente abatidos, sobretudo o de bens de capital.

Após a divulgação da pesquisa, o Ibovespa, índice que reflete os preços das ações mais negociadas, avançava 2,03%, aos 54.276 pontos. Na sexta-feira, a Bolsa fechou em alta de 0,30%, acumulando ganho de 12,5% em maio. Na indústria, a atividade subiu 1,1 % em abril sobre março, mas despencou 14,8 % na comparação com abril de 2008, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta segunda-feira.

"Além da elevada base de comparação, vale ressaltar a influência do menor número de dias úteis em abril de 2009 (20) frente abril de 2008 (21)", afirmou o IBGE em nota.

Economistas consultados pela agência inglesa de notícias Reuters previam, segundo a mediana de 20 respostas, um crescimento mensal de 1,6% e uma queda anual de 14,5%. Na comparação mensal, a atividade aumentou em 16 dos 27 setores pesquisados, com destaque para Veículos automotores (3,3%), Metalurgia básica (5,1%) e Borracha e plástico (6,7%).

Entre as categorias de uso, em abril ante março todas tiveram alta: bens de consumo duráveis (2,7%), bens de capital (2,6%), bens intermediários (1,1%) de bens e consumo semi e não duráveis (0,3%). Em relação a abril, 24 dos 27 setores tiveram queda da atividade. Os principais foram Veículos automotores (-24,8%) e Máquinas e equipamentos (-32,3%).

Entre as categorias, o destaque negativo ficou com os bens de capital, cuja produção despencou 29,3%, a maior queda desde março de 1996. A atividade de bens de consumo duráveis declinou 21,6% sobre abril de 2008; a de bens intermediários caiu 15,5%; e a de bens de consumo semi e não duráveis recuou 4,2%.

O IBGE acrescentou que o dado de março foi revisto de alta preliminar de 0,7% para 0,9% ante fevereiro. A produção industrial acumulou retração de 14,7% entre janeiro e abril, a maior queda da série histórica para esse período.

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