A produção da indústria brasileira cresceu pelo quarto mês seguido em abril na comparação mensal, puxada pela atividade de bens duráveis, com destaque para veículos. O ritmo de expansão, contudo, foi um pouco inferior ao esperado por analistas de mercado. Em relação ao ano passado, a indústria continuou registrando queda significativa, com a maioria dos setores fortemente abatidos, sobretudo o de bens de capital.
Após a divulgação da pesquisa, o Ibovespa, índice que reflete os preços das ações mais negociadas, avançava 2,03%, aos 54.276 pontos. Na sexta-feira, a Bolsa fechou em alta de 0,30%, acumulando ganho de 12,5% em maio. Na indústria, a atividade subiu 1,1 % em abril sobre março, mas despencou 14,8 % na comparação com abril de 2008, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta segunda-feira.
"Além da elevada base de comparação, vale ressaltar a influência do menor número de dias úteis em abril de 2009 (20) frente abril de 2008 (21)", afirmou o IBGE em nota.
Economistas consultados pela agência inglesa de notícias Reuters previam, segundo a mediana de 20 respostas, um crescimento mensal de 1,6% e uma queda anual de 14,5%. Na comparação mensal, a atividade aumentou em 16 dos 27 setores pesquisados, com destaque para Veículos automotores (3,3%), Metalurgia básica (5,1%) e Borracha e plástico (6,7%).
Entre as categorias de uso, em abril ante março todas tiveram alta: bens de consumo duráveis (2,7%), bens de capital (2,6%), bens intermediários (1,1%) de bens e consumo semi e não duráveis (0,3%). Em relação a abril, 24 dos 27 setores tiveram queda da atividade. Os principais foram Veículos automotores (-24,8%) e Máquinas e equipamentos (-32,3%).
Entre as categorias, o destaque negativo ficou com os bens de capital, cuja produção despencou 29,3%, a maior queda desde março de 1996. A atividade de bens de consumo duráveis declinou 21,6% sobre abril de 2008; a de bens intermediários caiu 15,5%; e a de bens de consumo semi e não duráveis recuou 4,2%.
O IBGE acrescentou que o dado de março foi revisto de alta preliminar de 0,7% para 0,9% ante fevereiro. A produção industrial acumulou retração de 14,7% entre janeiro e abril, a maior queda da série histórica para esse período.