Rio de Janeiro, 07 de Setembro de 2026

Produção brasileira de aço bruto salta 59% no primeiro trimestre

Quinta, 15 de Abril de 2010 às 08:20, por: CdB

A produção de aço bruto do Brasil no primeiro trimestre do ano cresceu 59,3% sobre igual período de 2009, alcançando 8 milhões de toneladas, apoiada na recuperação da demanda e por uma fraca base de comparação, informou nesta quarta-feira o Instituto Aço Brasil (IABr). Na comparação com o quarto trimestre de 2009, porém, a produção de aço bruto do país caiu 1,1%. Já com relação às vendas internas houve aumento de 2,9% na mesma base de comparação, para 5 milhões de toneladas.

As exportações de produtos siderúrgicos no primeiro trimestre cresceram 40,2% na comparação anual, somando 2 milhões de toneladas, volume equivalente a US$ 1,2 bilhão. A entidade manteve a previsão de produção de aço neste ano em 33,16 milhões de toneladas, 25% acima de 2009, quando o setor produziu 26,5 milhões de toneladas. Com relação às vendas internas a previsão é de aumento de 25%, para 20,43 milhões de toneladas.

Segundo o IABr, a indústria siderúrgica tem projetos de expansão avaliados em R$ 71,6 bilhões, que devem elevar a capacidade de produção do país para 77 milhões de toneladas em 2016 ante 42 milhões em 2009 e 48,5 milhões este ano. A expectativa do setor é de um aumento de 27,4% nas exportações, para 11 milhões de toneladas, o que corresponde a US$  6 bilhões.

Quanto às importações, há uma expectativa de aumento de 20,1%, para 2,8 milhões de toneladas. Em valor, as importações devem recuar 10,7% em relação a 2009, para US$ 2,5 bilhões.

Capacidade de produção

O presidente do conselho diretor do IABr, Flávio Azevedo, afirmou que a indústria siderúrgica atualmente tem capacidade de produção excedente para os projetos de infraestrutura do governo que serão impulsionados pelos programas Minha Casa, Minha Vida, a realização da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016, além da exploração de hidrocarbonetos na camada pré-sal.

Segundo ele, esses projetos vão gerar uma demanda adicional de aço no país de 1,2 milhão de toneladas por ano e, apesar disso, o setor ainda terá "20 milhões de toneladas de capacidade sobrando, sem os investimentos previstos".

Quanto ao reajuste de cerca de 100% promovido por mineradoras este mês no preço do minério de ferro, Azevedo comentou que "é muito difícil que ele não seja repassado para a toda a cadeia" consumidora de aço. Ele acrescentou que esse reajuste implicou em um aumento de 20% nos custos dos produtos de aço das usinas.

Sobre o fim dos incentivos à economia concedidos pelo governo federal durante a crise de 2008-2009, o presidente-executivo do instituto, Marco Polo de Mello Alves, defendeu a manutenção do desconto do IPI sobre a venda de veículos como forma de apoiar o aumento no consumo de aço.

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