Rio de Janeiro, 08 de Agosto de 2026

Procurando Nemo recria mundo submarino de maneira espetacular

Quinta, 03 de Julho de 2003 às 14:15, por: CdB

A turma dos estúdios Pixar se superou em Procurando Nemo, uma aventura divertida feita em parceria com a Disney. Notável pelo espetacular fundo do mar com milhões de cores, o filme tem o cenário mais impressionante jamais visto em um desenho animado. O desenho estréia no Brasil nesta sexta-feira, com censura livre, e conta a história de um peixe neurótico, Marlin (voz de Albert Brooks), em busca de seu filho desaparecido, Nemo (voz de Alexander Gould). O filme não chega a ser páreo, artística ou comercialmente, a Toy Story ou Monstros S.A., mas deverá agradar muito à platéia. Com John Lasseter no comando da produção, Procurando Nemo marca a estréia na direção de Andrew Stanton (co-diretor de Vida de Inseto), roteirista das quatro produções da Pixar. Nemo tem 400 irmãos rebanhados em torno de sua mãe e um pai superprotetor que manteria o filho na coleira para sempre se pudesse. Todo preocupado em levar Nemo a seu primeiro dia na escola, Marlin entra em pânico quando o peixinho, depois de ser acusado pelo pai de ser um mau nadador, dá uma escapulida para explorar um barco que flutua, distante do coral onde moram. Desta vez, porém, a ansiedade de Marlin é justificada: um mergulhador pesca Nemo e leva-o para dentro do barco. Na sua procura pelo filho, Marlin é auxiliado por Dory (voz de Ellen DeGeneres), uma "peixa" azul distraída e entusiasmada que ajuda o nervoso pai a manter um pouco a calma. Logo eles encontram o simpático Bruce (Barry Humphries), um tubarão do bem que tenta conter seus instintos assassinos. "Faz três semanas que não boto um peixe na boca", anuncia ele, ao lado dos amigos Anchor e Chum, todos tentando com relutância se abster da dieta carnívora. O começo do desenho é excepcional por sua beleza. Animadores de computação reconhecem os desafios de representar o universo aquático e a equipe da Pixar gastou anos pesquisando e desenvolvendo soluções para os problemas. O trabalho compensou. As imagens são gloriosas, exibindo o oceano em vários graus de iluminação, movimento e brilho. Nemo acaba sendo colocado no aquário de um dentista de Sydney. Seus companheiros capturados são um bando de peixes bacanas, liderados pelo carismático Gill (voz de Willem Dafoe). Este se preocupa constantemente com uma fuga, principalmente pelo temor da sobrinha do dentista, Darla, uma pequena assassina de peixinhos de aquário. Marlin e Dory tentam chegar ao porto de Sydney, ao mesmo tempo que os novos amigos de Nemo tentando planejar a escapada do consultório, protagonizando uma corrida desesperada contra o tempo. Outra ajudante da causa é a tartaruga marinha Crush, uma surfista de 150 anos e com espírito adolescente, além de um pelicano desastrado, Nigel. Embora a ação e o diálogo sejam ágeis e espertos, o filme não segura a onda o tempo todo. A preocupação neurótica de Marlin, que é o fio condutor da história, acaba sendo chata, enquanto que Dory também é tagarela demais e alguns cortes nas cenas com o par não fariam mal. Procurando Nemo é inteligente e imaginativo em geral, com imagens tão bonitas que valem o ingresso.

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