LA PAZ, 19 JUL (ANSA) - A Procuradoria Geral da Bolívia pediu 25 anos de prisão para cinco ex-comandantes das Forças Armadas e dois ex-ministros do ex-presidente Gonzalo Sánchez de Lozada (1993-1997 e 2002-2003) pela morte de mais de 60 civis durante manifestações em 2003, no caso que ficou conhecido como "outubro negro".
Os protestos aconteceram em setembro e outubro de 2003 contra o governo de Sánchez de Lozada e tiveram início na cidade de El Alto, onde 63 civis morreram e mais de 300 ficaram feridos. O episódio levou à renúncia do então presidente e seu exílio nos Estados Unidos.
Os acusados são os ex-ministros Adalberto Kuájara, do Desenvolvimento Social, e Erick Reyes Villa, do Trabalho, além do almirante Luis Alberto Aranda Granados e os generais Roberto Carlos Flores, Gonzalo Rocabado, Juan Véliz e José Quiroga Mendoza. Eles respondem por crime de massacre e violação de outros direitos.
Há três anos, a Procuradoria pediu a extradição de Sánchez de Lozada e outros ex-ministros que estão fora da Bolívia, uma vez que eles não podem ser julgados estando ausentes.
Os juízes responsáveis pela produção do relatório, que levou a Procuradoria a fazer estes pedidos de pena à Corte Suprema, Milton Mendoza e Mirna Arancibia, destacaram que o então mandatário empregou repressão militar contra as manifestações "sob o argumento de presença de grupos guerrilheiros e conspiradores".
Eles também afirmaram que a participação das Forças Militares foi inconstitucional e que foi colocado em prática o Plano República, um projeto antissubversivo executado contra a população civil.
Há 13 dias, os familiares das vítimas mantêm uma vigília em frente a Corte Suprema, na capital do país, para evitar novos obstáculos ao processo que já dura quase oito anos. (ANSA)
PROCURADORIA DA BOLÍVIA PEDE PENA MÁXIMA DE PRISÃO A EX-MINISTROS
Terça, 19 de Julho de 2011 às 09:30, por: CdB