O Ministério Público Federal no Distrito Federal entrou com uma ação na Justiça para tentar suspender o concurso público da Câmara dos Deputados para os cargos de taquígrafo legislativo e analista de recursos humanos.
Na ação, proposta pela procuradora da República Michele Rangel Bastos na quinta-feira, o MPF pede uma liminar (decisão provisória) para suspender o concurso relativo a esses cargos até a sentença final do processo. No julgamento de mérito, pede a anulação das provas discursivas e a realização de novos testes.
O MPF analisa o caso desde novembro de 2007, quando candidatos denunciaram supostas irregularidades no concurso, como a falta de divulgação prévia dos critérios de correção e pontuação das provas discursivas.
A alegação dos candidatos é que informações como o peso que cada critério teria na definição da nota final e a pontuação descontada por erro de português só teriam sido divulgadas após a publicação do resultado das avaliações.
A procuradora Michele Rangel Bastos sustenta que a não publicação dos parâmetros antes da prova "além de ser ilegal, é imoral, por permitir que a correção dos exames seja pautada por critérios subjetivos, de conhecimento exclusivo dos examinadores, o que pode ensejar descabidos favoritismos".
Procuradora quer suspender concurso da Câmara dos Deputados
Sexta, 25 de Janeiro de 2008 às 12:41, por: CdB