Rio de Janeiro, 20 de Agosto de 2026

Procuradora lamenta lentidão da Justiça para homologar terra quilombola

Quarta, 20 de Abril de 2011 às 12:36, por: CdB

A procuradora regional dos Direitos do Cidadão no Distrito Federal, Luciana Loureiro, lamentou a lentidão da Justiça para analisar as ações ajuizadas pelo Ministério Público (MP) que buscam dar mais celeridade à legalização do território quilombola Mesquita, situado na Cidade Ocidental (GO).

Ela disse que o MP entrou com duas ações sobre o assunto: uma, contra o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), ajuizada em 2008, solicita a regularização da terra; e a outra, contra a Secretaria de Meio Ambiente de Goiás, para evitar a concessão de licenças ambientais a empresas acusadas de estarem degradando o meio ambiente na região.

“Até hoje as ações não deram em nada. Sequer foi dado prazo ao Incra para concluir o processo de regularização. Quanto à ação ambiental, que visava evitar a exploração de madeira na área, já tem cinco anos e não teve resultado”, reclamou.

Cobertura jornalística
Luciana Loureiro também se queixou da cobertura jornalística, que, segundo, ela é altamente desfavorável aos quilombolas. “É até fraudulenta, porque se baseia no discurso de que os quilombolas estariam apenas atrás de um modo fácil de obter terras; deixando de reconhecer a luta histórica dos remanescentes da escravidão, que estão lutando por seus direitos mais básicos, como o da moradia.”

A audiência, promovida pela Comissão de Direitos Humanos e Minorias, ocorre no plenário 9.

Continue acompanhando a cobertura desse debate.

Tempo real:17:19 - Debatedores reclamam falta de comprometimento de Prefeitura com quilombolas16:23 - Representante de comunidade quilombola denuncia ameaça de morte15:10 - Começa debate sobre especulação imobiliária em terra de quilombolaReportagem - Luiz Cláudio Pinheiro
Edição – Regina Céli Assumpção

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