O procurador-geral do Tribunal de Segurança do Estado da Jordânia acusou formalmente 16 suspeitos de pertencer a um grupo armado ilegal que tinha como objetivo perpetrar atentados terroristas contra alvos americanos em Israel.
A detenção da maioria dos envolvidos, vinculados com a rede terrorista internacional "Al Qaeda", foi anunciada na semana passada.
O auto de processo, assinado pelo procurador-geral, coronel Mahmoud Obeidat, detalha que o grupo é liderado por Abdel Shehadeh al Tahawi, um antigo professor na Arábia Saudita que em 1986 viajou pela primeira vez ao Afeganistão para "receber instrução no manejo de diversos tipos de armas".
1 Al Tahawi foi expulso da Arábia Saudita em 1990 por sua ideologia radical e por sua adesão ao pensamento Takfir, que considera apóstatas os dirigentes sauditas. - assegura o documento, divulgado nesta segunda-feira em Amã.
Em seu regresso a Jordânia, o ativista radical retomou suas aulas de religião na localidade de Irbid e se tornou famoso por suas corrosivas posições contra os regimes árabes, prossegue o texto.
Depois disso, teria conseguido que um grupo de adeptos lhe ajudassem a colher dinheiro e armas com a intenção de atentar contra alvos israelenses e americanos em território jordaniano.
Entre seus objetivos se encontravam a embaixadas de Israel e EUA em Amã, um hotel frequentado por judeus em Irbid e uma prospecção arqueológica administrada por estrangeiros, detalhou o auto.
Os 16 suspeitos, um dos quais será julgado em ausência, comparecerão ao tribunal nas próximas semanas, acrescenta o documento.
Procurador jordaniano acusa 16 suspeitos de terrorismo
Segunda, 10 de Janeiro de 2005 às 05:35, por: CdB