Rio de Janeiro, 30 de Outubro de 2026

Procurador inicia investigações sobre propinoduto mineiro

Procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza entregou toda a documentação necessária para que o Ministério Público Federal, em Minas Gerais e em São Paulo, abra novas investigações contra políticos e empresários que não contam com foro privilegiado e integrariam o propinoduto formado no reduto tucano mineiro. (Leia Mais)

Sexta, 23 de Novembro de 2007 às 12:25, por: CdB

Procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza entregou toda a documentação necessária para que o Ministério Público Federal, em Minas Gerais e em São Paulo, abra novas investigações contra políticos e empresários que não contam com foro privilegiado e integrariam o propinoduto formado no reduto tucano mineiro. Entre os principais suspeitos, apontados pela Procuradoria, estão o atual secretário de Governo de Aécio Neves (MG), Danilo de Castro, o publicitário Duda Mendonça, dirigentes do Banco Rural e o advogado Rogério Tolentino, suspeito de irregularidades junto ao Tribunal Regional Eleitoral.

Antonio Fernando disse que não há necessidade de aprofundamento das investigações, "pois os fatos estão prescritos" em relação a políticos que possam ter recebido recursos de caixa dois em 1998. Danilo de Castro foi avalista de um empréstimo obtido pela SMPB Comunicação, no Banco Rural, em novembro de 2004.

– Coincidentemente, as empresas de Marcos Valério (SMPB e DNA) venceram licitações para a publicidade do governo de Minas justamente com Danilo de Castro como secretário de Estado responsável pelo certame – disse o procurador.

Rogério Tolentino, segundo o procurador, é suspeito de receber vantagem indevida de Marcos Valério, em troca de decisões favoráveis aos interesses eleitorais de Eduardo Azeredo. O procurador sugere que sejam apuradas as condutas dos comprovados beneficiários do valerioduto. Nesse caso, ele cita Duda Mendonça e sua sócia, Zilmar Fernandes. Ele especificou também que sejam investigadas empresas que financiaram a campanha de Azeredo.

No caso de São Paulo, pediu que sejam apuradas suspeitas de improbidade na Fundacentro. A PF levantou indícios de que a Fundação fez repasses indevidos ao valerioduto.

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