O procurador-geral da Austrália, Philip Ruddock, negou, nesta sexta-feira, ante uma emissora local que a expulsão do embaixador israelense Amir Laty tivesse relação com os contatos do diplomata estrangeiro com sua filha.
As declarações de Ruddock respondem a uma nota publicada no jornal local <i>The Australian Jewish News</i>, segundo a qual Laty opinou ante as autoridades de seu país que sua relação com Caitlin Ruddock, de 26 anos, poderia ter causado sua expulsão por parte do governo australiano.
A controvérsia segue às negativas de Canberra em explicar a expulsão do diplomata israelense, enquanto Ruddock disse à emissora <i>Southern Cross</i> que não achava que fosse apropriado considerar se sua filha "teve ou não uma relação com alguém".
Ruddock assegurou que qualquer relação que possa ter tido sua filha Caitlin com o diplomata israelense não tem nada a ver com a saída de Laty da Austrália.
Enquanto isso, o governo também não quis comentar a suposta relação de Laty com supostos agentes secretos israelenses detidos na Nova Zelândia no ano passado, aos quais o então embaixador visitou.
A Nova Zelândia suspendeu seus contatos de alto nível com Israel em julho passado, depois da detenção de dois supostos espiões acusados de querer obter ilegalmente passaportes neo-zelandeses.
Por outro lado, o <i>The Australian Jewish News</i> difundiu também que o substituto de Laty eleito pelo governo de Israel, Aryeh Scher, rejeitou o posto, aparentemente ante a oposição da comunidade israelense na Austrália, devido a sua relação com um escândalo no Brasil há cinco anos.
Scher, que foi vice-cônsul na embaixada de Israel no Rio de Janeiro, rejeitou a nomeação apesar de ter expirado o período pelo qual foi afastado de destinos diplomáticos internacionais devido a "comportamentos impróprios".
Procurador-geral nega relação da filha com expulsão de embaixador filha
Sexta, 18 de Fevereiro de 2005 às 04:09, por: CdB