O vice-procurador-geral dos EUA, Rod Rosenstein, o substituirá em seu depoimento com os subcomitês de Dotações de ambas a câmaras
Por Redação, com EFE - de Washington:
O procurador-geral dos Estados Unidos, Jeff Sessions, comparecerá na próxima terça-feira perante o Comitê de Inteligência do Senado para responder ao testemunho do ex-diretor do FBI, James Comey, sobre a interferência russa nas eleições presidenciais norte-americanas de 2016. As informações são da Agência EFE.
– À luz das informações que concernem ao recente testemunho de Comey perante o Seleto Comitê de Inteligência do Senado. É importante que tenha uma oportunidade de abordar esse assunto no foro apropriado – anunciou Sessions em comunicado.
O procurador já compareceria perante um subcomitê do Senado na terça-feira. Mas os legisladores democratas anteciparam que aproveitariam a ocasião para lhe perguntar sobre seus contatos com o governo russo. E sobre o seu papel na investigação da suposta interferência da Rússia.
– Previamente aceitei um convite para testemunhar em nome do Departamento de Justiça perante os subcomitês de Dotações da Câmara e o Senado sobre o orçamento do Departamento para 2018 – explicou Sessions.
– Alguns membros expressaram publicamente a sua intenção de concentrar suas perguntas em assuntos relacionados à investigação da interferência russa nas eleições de 2016, da qual eu me recusei – acrescentou.
Sessions argumenta que o Comitê de Inteligência do Senado é o foro "mais apropriado" para "esse assunto". "Já que esteve fazendo uma investigação e tem acesso a informações relevantes e classificadas".
Por isso, indica, está satisfeito em "aceitar o convite para comparecer perante os membros desse comitê em 13 de junho".
O vice-procurador-geral dos EUA, Rod Rosenstein. O substituirá em seu depoimento com os subcomitês de Dotações de ambas a câmaras.
Comey
Segundo a imprensa local, Comey disse ao Comitê de Inteligência do Senado em uma sessão a portas fechadas que Sessions pode ter tido uma terceira reunião. Até agora desconhecida. Com o embaixador russo nos EUA, Sergei Kislyak.
Sessions se defendeu na última quinta-feira do testemunho aberto de Comey e assegurou que se desligou da investigação russa "apenas". Pela sua participação na campanha do agora presidente, Donald Trump.
Assim, o Departamento de Justiça contradisse em um comunicado a versão dada por Comey. Que sugeriu que Sessions deixou a investigação russa em 2 de março devido à sua participação em uma série de fatos, que por serem sigilosos, não revelou perante o público.