Procurador da República, Rodrigo de Grandis disse nesta quarta-feira, ao chegar à 6ª Vara Criminal Federal em São Paulo, que espera a condenação do banqueiro Daniel Dantas, do ex-presidente da Brasil Telecom Humberto Braz e do professor Hugo Chicaroni pelo juiz Fausto De Sanctis. Eles são acusados de tentar corromper um delegado da Polícia Federal para retirar o nome de Dantas das investigações da Operação Satiagraha.
Em suas alegações finais sobre o processo, já entregues ao juiz, o procurador confirmou ter pedido a condenação dos três réus, “porque existem provas suficientes do crime de corrupção ativa”. Segundo ele, o Ministério Público Federal pediu pena severa, “bem acima do mínimo legal”, que pode chagar a 12 anos de prisão.
Já a defesa dos acusados entregará hoje ao um juiz memorial de cerca de 300 páginas também com suas considerações finais sobre o processo. Segundo advogado de Daniel Dantas, Nélio Machado, o documento é “uma radiografia de toda essa perseguição, demonstrando toda a violência e todas as ilegalidades do processos”. Entre as irregularidades, o advogado citou a participação de agentes da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) na Operação Satiagraha.
alegações finais
Encerrou-se, nesta quarta-feira, o prazo para que Dantas apresentasse as alegações finais no processo em que é acusado de de tentativa de suborno. O prazo é aplicado também para as defesas do ex-presidente da Brasil Telecom Humberto Braz e do professor Humberto Chicaroni. Eles são acusados de tentar corromper um delegado da Polícia Federal (PF) para impedir que o banqueiro fosse investigado na Operação Satiagraha. A audiência para entrega das alegações ocorreu na sede da 6ª Vara Criminal Federal de São Paulo.
Em Brasília, no início da tarde, a bancada federal do PSOL fez manifestação, em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF) pela prisão de Daniel Dantas e em solidariedade ao delegado Protógenes Queiroz, que conduziu as investigações, e ao juiz Fausto De Sanctis, responsável pelos decretos de prisão preventiva cumpridos em julho na Satiagraha. Eles protestam também contra as decisões tomadas pelo presidente do STF, Gilmar Mendes, que concedeu dois habeas corpus a Dantas.