A grande procura dos investidores pelas cotas do Fundo de Papéis Índice Brasil Bovespa (PIBB), do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), levou a instituição a promover o rateio na oferta pública dos títulos. Nesta quarta-feira, o Banco anunciou a venda de R$ 2,285 bilhões em cotas. Somente os investidores pessoa física apresentaram propostas de compra no valor de R$ 2,489 bilhões, mas houve também ofertas de investidores institucionais (fundos).
O fundo é remunerado segundo o comportamento do IBX-50 - índice que reúne as 50 ações com maior negociação na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) e inclui papéis como Petrobras, Vale do Rio Doce, Ambev, Itaú e Bradesco. A meta do PIBB é estimular o investimento de brasileiros no mercado de ações, mas oferece uma margem de segurança para os donos dos papéis. Em caso de perda no valor das cotas no primeiro ano de investimento, o banco cobriria o prejuízo.
A proposta inicial do BNDES era de colocar à disposição do público um total de até R$ 1 bilhão para os investidores, mas a forte demanda, na semana passada, levou o Banco a anunciar um primeiro aumento da oferta, para R$ 1,725 bilhão, com possibilidade de elevar esse valor novamente em até 35%, o que de fato aconteceu nesta quinta-feira, com o anúncio de que o lote suplementar será ampliado para 32,51% do valor de R$ 1,725 bilhão, ou R$ 560 milhões, totalizando R$ 2,285 bilhões. Deste total, a parcela destinada às pessoas físicas será de R$ 1,725 bilhão e, para os investidores institucionais, de R$ 560 milhões.
O período para participação na oferta de varejo começou em 12 de setembro e foi encerrada em 14 de outubro. Para empresas e fundos, teve início em 12 de setembro e acabou em 19 de outubro. O preço de venda de cada cota do PIBB foi fixado em R$ 40,69. A liquidação das operações de compra e venda de cotas no âmbito da distribuição pública será realizada dentro de três dias úteis.