Procon faz mutirão de conciliação entre consumidores e empresas
O Procon Estadual do Rio de Janeiro realizou nesta quarta-feira, em sua sede, no centro da capital, um mutirão de audiências de conciliação entre consumidores e empresas alvo das reclamações, mediado por um advogado do órgão.
Segundo a coordenadora, as empresas que recebem mais reclamações são as de telefonia
O Procon Estadual do Rio de Janeiro realizou nesta quarta-feira, em sua sede, no centro da capital, um mutirão de audiências de conciliação entre consumidores e empresas alvo das reclamações, mediado por um advogado do órgão. O objetivo é chegar a acordos que favoreçam as partes e evitem que os casos sigam para a Justiça.
Durante todo o dia, foram realizadas 75 audiências. A coordenadora de atendimento do Procon Estadual, Soraia Panella, acredita que 90% dos casos devem terminar em acordo. Ela destacou que a medida favorece tanto o consumidor quanto o fornecedor.
- O Judiciário está muito inchado, e se for aberto um processo, pode levar de um a três anos para ter uma solução. Esperamos, com o mutirão, evitar o transtorno e ajudar a ambas as partes a resolver o problema de forma rápida - disse Soraia.
Segundo a coordenadora, as empresas que recebem mais reclamações são as de telefonia, seguidas pelas lojas de departamento. "Os consumidores reclamam, principalmente, de cobranças indevidas, atrasos e extravios na entrega e produtos defeituosos", acrescentou.
A secretária Geralda Tavares de Souza, de 47 anos, foi uma das consumidoras que teve seu caso solucionado. "Comprei um fogão e a entrega não foi feita, mas a loja disse que a mercadoria havia sido entregue. Depois de muitas ligações, protocolos e conversas no chat da empresa, entrei em contato com o Procon e eles agendaram a audiência. O acordo foi feito e eles se comprometeram a entregar um fogão melhor do que eu havia comprado, inclusive, em um prazo de 20 dias. Foi um alívio resolver esse problema sem entrar na justiça", contou.
Se o caso termina em conciliação, as duas partes assinam um termo que reconhece o acordo. Caso os consumidores não consigam resolver os problemas com as empresas, o Judiciário é acionado para solucionar a questão, o caso é julgado, podendo haver a aplicação de multas para as prestadoras reclamadas.
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