O processo contra o senador Gim Argello (PTB-DF) por suposta quebra de decoro parlamentar solicitado pelo P-SOL somente terá sua tramitação iniciada depois do recesso parlamentar, a partir de 1º de agosto. A representação foi protocolada na secretaria-geral da Mesa do Senado na tarde de terça-feira, logo após a posse de Argello. Durante esse período de 14 dias de recesso parlamentar não haverá nenhuma atividade legislativa, exceto se a Comissão Representativa do Congresso Nacional – com sete senadores e 17 deputados – for convocada. Mas, nesse caso, a comissão só cuidará de assuntos especificados em pauta própria.
Na representação contra Gim Argello, o P-SOL solicita que seja apurada se o senador está sendo investigado pela Operação Aquarela, da Polícia Civil do Distrito Federal e do Ministério Público Federal, que apura o desvio de recursos do Banco de Brasília (BRB). O ex-senador Joaquim Roriz, de quem Argello era primeiro suplente, renunciou ao mandato no dia 4 de julho para escapar de um processo por falta de decoro parlamentar, também a partir de representação do P-SOL sobre o mesmo assunto.
O P-SOL também solicita na representação a tomada de depoimentos do presidente do Conselho de Administração da Gol Transportes Aéreos, Constantino de Oliveira; do ex-presidente do BRB Tarcísio Franklin de Moura; de Valério Neves Campos, ex-assessor do ex-senador Joaquim Roriz; e do major da Aeronáutica Fabrício Ribeiro dos Santos.
Antes da posse de Gim Argello, o corregedor do Senado, Romeu Tuma (DEM-SP), informou que o juiz Roberval Belinati, da 1ª Vara Criminal do DF, responsável pelo processo que levou à Operação Aquarela, pretendia enviar toda documentação relativa ao novo senador à Casa, para que o processo contra Argello fosse encaminhado junto ao Supremo Tribunal Federal, única instância competente para processar senadores e deputados federais.
Processo contra Gim Argello deve começar depois do recesso
Quarta, 18 de Julho de 2007 às 16:42, por: CdB