Temos que manter um alerta básico para evitar surpresas com os vinhos. Detalhes que fazem todas as diferenças e evitam surpresas desagradáveis quando o vinho escolhido está falido. Apesar de todos os conselhos que dou sobre esses procedimentos, sempre acontece uma surpresa, que no final reverte-se em aprendizado e por que não também oportunidade de ver a curva do vinho. Mas não deixe de ter sempre o plano B para entrar em ação se a garrafa da vez deixar muito a desejar.
Essa semana, entre tantos feriados, recebendo em casa, resolvi homenagear os convidados com vinhos da safra de 1999. Claro que o vinho cria o momento em que todos observam absorvidos o belo ritual de abertura da garrafa. É um charme a parte e se for feito com classe, estilo e segurança, atribui ao momento um toque a mais.
Há muitos rituais em torno do serviço do vinho. Como abri-lo: devemos em primeiro lugar retirar a cápsula que envolve o gargalo da garrafa de vinho. É básico que o abridor deva ter uma serrinha que facilite o corte sob o anel externo da extremidade do gargalo, de modo a evitar resíduo de chumbo da cápsula na boca da garrafa, pois há alguns anos atrás a maioria das cápsulas era feitas desse material, altamente nocivo para a saúde. Dessa forma, ao cortar a cápsula evita-se a contaminação por chumbo. Se bem que esse tipo de cápsula está fora de uso há muitos anos, porém alguns vinhos ainda têm algumas garrafas que podem ser com cápsula de chumbo. Melhor prevenir e cortar conforme a recomendação.
O saca-rolha deve ser preferencialmente de dois estágios, que facilita muito a retirado da rolha, através do procedimento de alavanca. O saca-rolha, também é conhecido por “chave”, talvez pela alusão de abrir a porta para as maravilhas e surpresas do Mundo do Vinho.
Para isso devemos ter em conta que essa ferramenta deve ser prática, de fácil manuseio e facilitadora do trabalho. Atenção para o que deve ser evitado ao abrir um vinho: o tão antigo “bate-coxa”, em formato de “T”, pois esse saca-rolha é extremamente incomodo, pois obriga você a colocar a garrafa entre as coxas, por isso o nome. Sem contar que quando tiver que abrir um vinho fechado com boa rolha, firme, precisará de muita força ou ajuda de pessoas. Dica para esse abridor: museu. Há o abridor da “Serra”, todo feito de madeira, super bonito, fácil de quebrar e quebra. Coloque na vitrine da adega, como uma bela lembrança. Quanto aos do tipo ”navalha”, que exigem precisão cirúrgica para introduzir as lâminas pelas laterais da rolha. Junte-o ao da “serra”... E por favor, esqueçam o criativo saca-rolha de gás, pois ao injetar o gás na câmara vazia na base da rolha podem acontecer duas coisas: ou a garrafa quebra no pescoço ou descola no fundo, sem contar que com isso o vinho se vai.
O saca-rolha ideal é a peça cuja espiral deve penetrar na rolha furando-a e não a moendo. Normalmente é de aço fino longo e com ranhura na parte externa para não morder a rolha, ter dois estágios irá facilitar o processo de alavanca, em dois tempos, deixando a rolha vir para fora, gentilmente, sem força, com graça.
A rolha é sem dúvida nenhuma, a parte mais importante na embalagem do vinho, por um motivo muito obvio: é a única, a exceção da garrafa, que tem o privilégio de estar em contato com o vinho além de nós simples mortais após a abertura da garrafa.
O vazamento ou fuga do vinho nas laterais da rolha pode ser ocasionado por defeitos nas rolhas, tipo de armazenamento, geralmente em locais que a garrafa passou muitos meses na vertical, também próximo a lugares quentes, úmidos e com mofo. A transmissão do “gosto de rolha”, que é muito semelhante ao mofo, é na realidade resultado de uma contaminação da rolha, já existente nela antes de ser colocada na garrafa, esta contaminação, que os controles de qualidade das cantinas procuram detectar minuciosamente, pelos prejuízos que podem causar, nem sempre consegue se evitada pelo sistema de amostragem. Até porque é prati
Rio de Janeiro, 30 de Outubro de 2026
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