Seria muito bom para os Estados Unidos e para o mundo que passasse, que fosse aprovado pelo Congresso norte-americano o plano de geração de emprego e estímulo à economia apresentado essa semana pelo presidente Barack Obama (Partido Democrata).
Mas, tenho de concordar com o ceticismo dos analistas mais isentos em relação ao plano: eles não acreditam que seja aprovado nos termos em que foi proposto, e mesmo se aprovado, estimam que fará pouco mais do que manter a economia em ritmo lento.
Dos US$ 447 bi do plano, a maior parte virá de corte de impostos (US$ 250 bi). Depois, US$ 140 bi destinados a gastos com infraestrutura (estradas, pontes e escolas); US$ 35 bi para evitar a demissão de professores, policiais e bombeiros; e mais um conjunto de medidas fiscais que gerarão uma poupança anual de US$ 1.500, em média, para cada família americana.
Mundo poderá ter de conviver de novo com republicanos
Numa das avaliações que li, a Moody’s Analitics, por exemplo, prevê que o plano, se aprovado integralmente, deve gerar 2 milhões de empregos (número um pouco superior ao que geramos por ano no Brasil), reduzindo a taxa de desocupação de 9% para 8% da população norte-americana economicamente ativa, e adicionando dois pontos percentuais ao crescimento do PIB.
Mas, o programa corre realmente riscos de não passar e aí, um dos principais riscos é de Obama não se reeleger e, assim, termos de conviver a partir de 2013 com outro governo do Partido Republicano - tudo indica que pior e mais à direita do que o de George W.Bush (2001-2008), um péssimo sinal para o mundo e uma indicação de que os democratas e a esquerda americana precisam retomar o espirito de New Deal e de Franklin Delano Roosevelt.
Vejam, também, o post abaixo Êxito do plano pode ser última chance de Obama reaver sua sorte
Procedente o ceticismo quanto a aprovação de programa econômico
Sábado, 10 de Setembro de 2011 às 06:37, por: CdB