Quando o intestino está mal multiplica-se o risco de alguém ficar obeso e sofrer de enxaqueca. Sem falar na sua influência sobre articulações, ossos e processos infecciosos.
O tubo digestivo é o que mais sofre influência das emoções. Isso explica por que uma crise nervosa é capaz de nos mandar imediatamente ao banheiro. Médicos da Universidade de Boston, nos Estados Unidos, registraram um aumento de 40% no risco de depressão entre pacientes com síndrome do intestino irritável, doença que atinge até um quinto da população do globo.
Segundo os pesquisadores, haveria uma incidência maior ainda de enxaqueca e dores crônicas nesses indivíduos. Substâncias produzidas no intestino, como a serotonina e a colecistoquinina, também desempenham funções no cérebro. Isso explicaria associações entre fenômenos cerebrais e intestinais, constituindo o que se chama eixo cérebro-intestinal.
O desequilíbrio da flora intestinal, quando existem menos bactérias do bem e mais das ruins, seria fator de risco para acúmulo de gordura. Por trás da missão de absorver nutrientes e eliminar todo o resto, o intestino acumula uma série de outras tarefas essenciais para o funcionamento das engrenagens do organismo.