Rio de Janeiro, 16 de Maio de 2026

Prisioneiros de Guantánamo fazem greve de fome

Sexta, 22 de Julho de 2005 às 03:48, por: CdB

O exército americano anunciou que 52 prisioneiros sob sua custódia na base naval de Guantánamo, em Cuba, estão fazendo uma greve de fome em protesto contra a sua detenção por tempo indeterminado e as condições em que estão sendo mantidos.

Até esta quinta-feira, os homens haviam recusado nove refeições consecutivas ao longo de três dias, afirmou uma nota divulgado pelos militares.

- As indicações são de que existe um esforço temporário de alguns detidos de protestar contra a sua detenção continuada - diz a nota.

Mais de 500 pessoas estão sendo detidas em Guantánamo. Apenas quatro deles foram formalmente acusados.

Segundo o Exército, os detidos estão sendo monitorados por médicos diariamente.
Nesta quarta-feira, um homem afegão libertado de Guantánamo depois de três anos disse que mais de cem prisioneiros já estavam em greve de fome há duas semanas.

O ex-integrante do Talebã disse que o objetivo do protesto era chamar a atenção para as condições "inumanas" na prisão.

No entanto, um advogado que representa um grupo de detidos disse ao correspondente da <i>BBC</i> no Pentágono, Adam Brookes, que os protestos na prisão acontecem desde o fim do junho. Segundo o advogado, o motivo inicial da revolta foi a má qualidade da água dada para eles beberem.

Alguns que passaram mal tiveram de receber líquidos oralmente ou por via venosa, a outros estariam sendo oferecidos comida e água.

Um porta-voz do Exército não esclareceu se o tratamento está sendo administrado à força.
Representantes do comitê internacional da Cruz Vermelha deverão chegar a Guantánamo no próximo domingo para examinar a situação.

Na semana passada, o tribunal de recursos para o Distrito de Columbia, nos Estados Unidos, decidiu, que os detidos de Guantánamo podem ser julgados por comissões militares. Segundo a mesma decisão, as regras da Convenção de Genebra sobre o tratamento de prisioneiros militares não se aplicam à rede Al-Qaeda e a seus integrantes.

Tags:
Edições digital e impressa