Rio de Janeiro, 02 de Fevereiro de 2026

Prisão de Tota, chefe do tráfico no Alemão, é prioridade, diz coronel

O coronel Marcus Jardim Gonçalves, comandante do 16º BPM, batalhão que responde pelos bairros de Olaria, Ramos e Bonsucesso, que cercam o Alemão, lamenta que ainda não tenha sido desta vez que o traficante foi preso, mas garante que está perto de alcançá-lo. (Leia Mais)

Segunda, 02 de Julho de 2007 às 08:38, por: CdB

No meio da operação de 1.350 homens que entraram no conjunto de favelas do Alemão, no subúrbio do Rio, um deles, que participou do planejamento logístico da ação, já persegue o chefe da quadrilha de traficantes da área, Antônio José de Souza Ferreira, o Tota, há alguns anos.

O coronel Marcus Jardim Gonçalves, comandante do 16º BPM, batalhão que responde pelos bairros de Olaria, Ramos e Bonsucesso, que cercam o Alemão, lamenta que ainda não tenha sido desta vez que o traficante foi preso, mas garante que está perto de alcançá-lo.

— Ele transformou essa unidade militar num batalhão de guerra, com sua quadrilha violenta. Vamos continuar atrás dele. Botar esse sujeito atrás das grades é uma questão de honra. O Alemão é prioridade enquanto ele estiver na rua — garante.  

 Caçada desde 2005 em Niterói

A perseguição de Marcus Jardim a Tota começou em 2005, quando o criminoso ocupava o Caramujo, um conjunto de 12 favelas em Niterói, Região Metropolitana. Foi ali que o traficante começou a se articular com quadrilhas de outras favelas como as dos morros da Mangueira, Providência, Jacarezinho, Cidade Alta e Manguinhos, em bairros do subúrbio do Rio. Com prestígio entre o grupo e o aval dos chefões presos em Bangu, Tota montou uma espécie de quartel-general no Alemão. No mesmo período, o coronel foi transferido para o batalhão de Olaria.

Mas o policial acredita que Tota já não tenha o mesmo respaldo dos antigos aliados. — Eu tenho informação de que não estão satisfeitos com ele. Afinal, a quadrilha está tendo muitas baixas, com a morte de integrantes do grupo, além do prejuízo com a apreensão de armas e drogas que estamos fazendo — declarou. 

'Guerra agora é para valer'

Para Marcus, a operação, antes de tudo, serviu como mensagem de alerta para os traficantes. — Se continuarem nessa progressão, audaciosos, faremos quantas operações forem necessárias. Não vamos deixar que eles continuem com essa cultura de de duelar e matar policiais — disse. — Sentiram o peso do poder da polícia. É lógico que eles vão tentar se organizar, mas estamos atentos. A caçada continua e agora a guerra é para valer — afirmou.

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