Rio de Janeiro, 31 de Agosto de 2026

Prisão de Strauss-Khan abre incertezas sobre a crise na zona do euro

A prisão do diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, por abuso sexual ampliou as incertezas sobre a crise da dívida da zona do euro, derrubando a moeda para o menor valor em sete semanas e pressionando as bolsas de valores nesta segunda-feira.

Segunda, 16 de Maio de 2011 às 09:03, por: CdB
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A prisão do diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, por abuso sexual ampliou as incertezas sobre a crise da dívida da zona do euro, derrubando a moeda para o menor valor em sete semanas e pressionando as bolsas de valores nesta segunda-feira. Embora haja poucos indícios de que as atividades do FMI serão prejudicadas, a detenção ocorreu quase na véspera de uma série de novas negociações sobre como lidar com a crise do bloco monetário europeu. Strauss-Kahn, que também era um potencial candidato à Presidência francesa, deveria reunir-se com a chanceler alemã, Angela Merkel, no domingo, e juntar-se ao encontro de ministros das Finanças da zona do euro nesta segunda-feira para discutir os problemas europeus. O euro chegou a US$ 1,4048, menor nível desde 30 de março, registrando queda de 6% desde o pico em 17 meses alcançado há duas semanas. A acusação contra Strauss-Kahn também aumenta o humor geral de aversão a risco, pressionando o mercado de ações. As bolsas de valores da Europa atingiram o menor patamar em mais de uma semana, de olho na reunião de ministros da zona do euro. No entanto, um porta-voz da Comissão Europeia afirmou hoje que a detenção de Strauss-Kahn não deve afetar os planos de ajuda financeira para os países da Eurozona, dos quais o organismo com sede em Washington participa. – Temos plena confiança de que haverá uma continuidade nas operações e na tomada de decisões no FMI – disse o porta-voz, referindo-se à prisão de Strauss-Kahn em Nova York. O escândalo "não deve ter nenhum impacto sobre os programas de ajuda para Grécia, Irlanda e Portugal", acrescentou, antes de uma reunião da Eurozona em Bruxelas sobre a crise da dívida soberana da qual Strauss-Khan deveria participar.
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