Julgo de extrema importância esta decisão (nota acima), da presidente Dilma Rousseff, de priorizar a América do Sul na sua pauta internacional já que a integração sul-americana é, sem dúvida, a agenda mais fundamental para o Brasil nos próximos 10 anos.
Além de ser, do ponto de vista estratégico, decisiva para a inserção de nossa presença no mundo...
Segunda-feira próxima, a presidenta faz sua 1ª viagem oficial a Argentina e, em fevereiro, visita o Peru, o Paraguai e o Uruguai. Conferir esta prioridade ao continente é, realmente, indispensável para nossa estratégia de desenvolvimento.
Sem a integração no MERCOSUL e na União das Nações da América do Sul (UNASUL), com todo seu potencial econômico e político dos dois blocos, não temos como enfrentar a nova realidade mundial de guerras comercial e cambial, desvalorização do dólar, aumento do protecionismo, ascensão chinesa e crise na Europa.
Aliados para fazer frente ao bloqueio dos desenvolvidos
Sem contar o baixo crescimento econômico nos Estados Unidos - e na Europa - o que os leva, e como é muito próprio deles, a bloquear o nosso acesso aos mercados desenvolvidos e a nos impor esta guerra comercial e cambial que colocam em risco nossas contas externas e ameaçam nossa indústria.
A presidenta brasileira, antecipa o Itamaraty, vai aproveitar esta visita 2ª feira à Argentina para mostrar o perfil da política externa de seu governo, baseada na valorização das relações com os países latino-americanos e sul-americanos especialmente.
Com a anfitriã Argentina, vai negociar e ampliar as associações bilaterais nas áreas de energia elétrica e nuclear, projetos de desenvolvimento social e tecnologia digital e investimentos no setor de mineração. A Argentina é o principal parceiro comercial do Brasil na América Latina, com fluxo comercial entre os dois países que chegou a US$ 32,9 bi no ano passado.