A situação de caos e emergência que afeta, quase diariamente São Paulo e, particularmente e com maior gravidade hoje, três cidades da serra fluminense - Petrópolis, Terezópolis e Nova Friburgo - assoladas pelas chuvas, enchentes, deslizamentos e soterramentos, mais uma vez comprova a urgência e a prioridade dos investimentos em infraestrutura urbana.
Apesar da solidariedade às populações atingidas gravemente pelos fortes temporais dos últimos dias - no Rio, a partir de anteontem - os prejuízos são incalculáveis. A tragédia fluminense se traduz em 114 mortes (outras 24 em São Paulo) e a urgência das obras e dos recursos passa a ser imediata.
Soma-se às chuvas a falta de infra-estrutura das cidades que suplanta a pronta resposta das autoridades e o socorro da Defesa Civil, do corpo de bombeiros, dos garis e servidores públicos. Daí a importância dos programas lançados pelo governo federal, entre os quais o PAC 2, em implantação em parceria com os governos dos Estados e municípios de todo o país.
Com foco nas áreas metropolitanas, o programa conta com R$ 57,1 bi destinados a saneamento; expansão da coleta e tratamento de lixo e esgoto; prevenção e remoção de habitações em áreas de risco; e drenagem para controle de enchentes, inundações e contenção das encostas. Também contempla o sistema de transporte público nas cidades - metrô, ônibus, veículo leve sobre trilhos (VLT) e corredores de ônibus - além de pavimentação, implantação e recuperação de galerias fluviais.
Agora, mais do que nunca é de fundamental importância a união dos governos para atacar essas questões, antecipando os investimentos do PAC 2 nessas áreas. Como sempre digo aqui, a urgência agora são as cidades para ver se efetivamente conseguimos acabar com as enchentes e os alagamentos. Não dá mais para esperar.