Rio de Janeiro, 23 de Setembro de 2026

Príncipe saudita sobrevive a atentado da Al Qaeda

Sexta, 28 de Agosto de 2009 às 07:20, por: CdB

Um príncipe saudita encarregado da atividade antiterrorista no país sobreviveu a um atentado suicida promovido por um grupo ligado à Al Qaeda, segundo a agência oficial de notícias SPA.
Mohammed bin Nayef, vice-ministro do Interior e filho do homem cotado para ser o próximo príncipe herdeiro do país, participava de uma recepção na quinta-feira quando um homem-bomba se aproximou. O príncipe não se feriu gravemente.

É a primeira vez que um membro da família real é atacado desde 2003, quando começou a onda de violência promovida por simpatizantes da Al Qaeda contra a monarquia saudita, aliada dos EUA.

– O ataque indica que a ameaça está por aí, esperando para acontecer às vezes mais perto do que se imagina – disse um diplomata ocidental, pedindo anonimato.

– A realeza terá muitas razões para se preocupar, num país onde as armas aparentemente entram de forma fácil pelas fronteiras porosas do norte, com o Iraque, e do sul, com o Iêmen – completou.

Como chefe da segurança, o príncipe Mohammed é um dos homens mais poderosos do reino, a quem se atribui o sucesso do governo no combate à violência, com ajuda do treinamento ocidental.

A Arábia Saudita é o maior exportador mundial de petróleo e um importante aliado dos EUA no Oriente Médio. O país está diretamente envolvido no combate à militância islâmica, pois vários cidadãos seus estiveram envolvidos nos atentados de 11 de setembro de 2001 contra os EUA. O próprio Osama bin Laden, líder da Al Qaeda, nasceu na Arábia Saudita.

A Al Qaeda na Península Arábica, braço saudita do grupo, assumiu a responsabilidade pelo atentado de quinta-feira, segundo nota divulgada em fóruns islâmicos da internet e traduzidos pela instituição Site Intelligence Group.

O homem-bomba era um militante procurado, que insistiu em ser recebido pelo príncipe para anunciar que estava se entregando às autoridades, segundo a SPA. A realeza saudita é obrigada a receber visitantes durante o Ramadã (mês islâmico do jejum).

A SPA não identificou o militante, mas disse que ele foi o único morto no incidente, ocorrido no gabinete particular do príncipe, na cidade portuária de Jidá.

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