Rio de Janeiro, 21 de Setembro de 2026

"Principe da Privataria", FHC agora se diz favorável a pacto com socialistas

Sábado, 31 de Agosto de 2013 às 16:14, por: CdB
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FHC, que já fez aliança com o deputado Paulo Maluf (PP-SP), deu por encerrado assunto relativo à foto de Lula
Ex-presidente da República e principal líder de seu partido, PSDB, o sociólogo Fernando Henrique Cardoso, personagem de destaque no livro Príncipe da Privataria, disse que uma saída para que a legenda dos tucanos possa se tornar competitiva, em 2014, é a presença de seu candidato em "palanques duplos", e citou um possível acordo com o Partido Socialista Brasileiro (PSB), para as próximas eleições. A declaração foi feita em evento da militância negra do PSDB, neste sábado, em um auditório onde a presença de negros podia ser contada nos dedos. Em resposta aos jornalistas sobre o possível acordo pré-eleitoral, ainda inexistente, entre o presidente do PSDB, Aécio Neves, e o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), FHC afirmou que seria favorável, "se for feito um acordo nesse sentido". FHC também se esquivou de uma resposta mais concreta sobre as negociações que, segundo integrantes de seu partido, estaria em curso com o PSB, embora a legenda presidida por Campos negue qualquer conversa nesse sentido. Para o ex-presidente, a candidatura de Campos, embora não tenha sido confirmada, seria positiva para o país. – Não sei se o Eduardo Campos será candidato, ele ainda não confirmou. Eu gostaria que ele fosse. Gostaria porque precisamos ter vários pontos de vista no Brasil. Ele foi um bom governador e gosto dele. Mas não posso deduzir daí que eles (Neves e Campos] fizeram um pacto – admitiu FHC. A convocação de prévias no ninho tucano, para decidir se o próximo candidato a enfrentar a presidenta Dilma Rousseff será o tucano derrotado nas últimas eleições, José Serra, ou o senador mineiro também foi alvo de comentários do ex-presidente. – Serra está buscando espaço para ele e a gente tem que entender isso. Vamos ver quem tem maioria. Se for o caso, faz-se uma prévia. Mas o Serra ainda não disse que é candidato – disse. Para FHC, a maioria do partido é favorável a Neves. – Nesse momento a maioria do partido se inclina pelo Aécio Neves – concorda o ex-presidente, que tem seu segundo mandato questionado em um livro que acaba de ser lançado O príncipe FHC é a personagem central da obra que chega com uma tiragem inicial de 25 mil exemplares, número elevado para o padrão nacional. O Príncipe da Privataria é o 9° título da coleção História Agora da Geração Editorial, do qual faz parte o bombástico A Privataria Tucana e o mais recente Segredos do Conclave. O autor é o jornalista Palmério Dória, (Honoráveis Bandidos – Um retrato do Brasil na era Sarney, entre outros títulos). A reportagem retrata os dois mandatos de FHC, que vão de 1995 a 2002, as polêmicas e contraditórias privatizações do governo do PSDB e revela, com profundidade de apuração, quais foram os trâmites para a compra da reeleição, quem foi o “Senhor X” – a misteriosa fonte que gravou deputados confessando venda de votos para reeleição – e quem foram os verdadeiros amigos do presidente, o papel da imprensa em relação ao governo tucano, e a ligação do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap) com a CIA, além do suposto filho fora do casamento, um ”segredo de polichinelo” guardado durante anos. Após 16 anos, Palmério Dória apresenta ao Brasil o personagem principal do maior escândalo de corrupção do governo FHC: o “Senhor X”. Ele foi o ex-deputado federal que gravou num minúsculo aparelho as “confissões” dos colegas que serviram de base para as reportagens do jornalista Fernando Rodrigues publicadas na Folha de S. Paulo em maio de 1997. A série “Mercado de Voto” mostrou da forma mais objetiva possível como foi realizada a compra de deputados para garantir a aprovação da emenda da reeleição. “Comprou o mandato: 150 deputados, uma montanha de dinheiro pra fazer a reeleição”, contou o senador gaúcho, Pedro Simon. Rodrigues, experiente repórter investigativo, ganhou os principais prêmios da categoria no ano da publicação. Nos diálogos com o “Senhor X”, deputados federais confirmavam que haviam recebido R$ 200 mil para apoiar o governo. Um escândalo que mexeu com Brasília e que permanece muito mal explicado até hoje. Mais um desvio de conduta engavetado na Era FHC.
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