Príncipe Ali diz que não tinha intenção de concorrer à presidência da Fifa
O candidato a presidente da Fifa príncipe Ali bin Al Hussein não tinha a intenção de concorrer ao mais alto cargo do futebol, mas se sentiu compelido por colegas dirigentes ansiosos por mudanças na entidade.
O membro da realeza jordaniana, de 39 anos, anunciou sua candidatura este mês O ex-jogador da seleção francesa David Ginola lançou nesta sexta-feira uma candidatura inesperadaO candidato a presidente da Fifa príncipe Ali bin Al Hussein não tinha a intenção de concorrer ao mais alto cargo do futebol, mas se sentiu compelido por colegas dirigentes ansiosos por mudanças na entidade.O membro da realeza jordaniana, de 39 anos, anunciou sua candidatura este mês e disse à rede australiana SBS que o amor pelo esporte o levou a se colocar como alternativa a Joseph Blatter, em busca de seu quinto mandato como presidente da Fifa, e ao francês Jérôme Champagne nas eleições de maio.
- Não é algo que eu idealmente gostaria de fazer, mas obtive bastante encorajamento de muitas pessoas ao redor do mundo que realmente se importam com o esporte, não somente de representantes de países como de jogadores - disse Ali nesta sexta-feira.
“E então depois de muito refletir e tudo mais eu decidi ‘OK, vamos lá. Vamos fazer.’ Não é algo que eu queira fazer por muito tempo, mas realmente penso que é um dever com todos os apaixonados pelo esporte ao redor do mundo, trazer esta organização de volta”, acrescentou.
O vice-presidente da Fifa e presidente das federações da Jordânia e Ásia Oriental, que conta também com o apoio do presidente da Uefa, Michel Platini, não revelou nenhuma promessa específica de campanha, mas ressaltou a necessidade de uma maior transparência na entidade.
Ele voltou a pedir que seja trazido a público ainda antes da eleição o relatório do promotor Michael Garcia, responsável pela investigação sobre irregularidades nos processos de escolha das sedes da Copa do Mundo em 2018 e 2020.
Ex-jogador francês David Ginola
O ex-jogador da seleção francesa David Ginola lançou nesta sexta-feira uma candidatura inesperada, e quase certamente fadada ao fracasso, à presidência da Fifa, assumindo o papel de “defensor dos torcedores” sob o slogan “reiniciando o futebol”.
Ginola, de 48 anos, tem até 29 de janeiro para provar o apoio de cinco associações nacionais de futebol, para que sua candidatura possa ser oficialmente aceita pela Fifa, e busca pelo apoio dos torcedores ao redor do mundo para ajudá-lo a disputar o pleito e posteriormente montar uma campanha bem-sucedida.
- Estou colocando meu nome na mesa como candidato à presidência da Fifa e estou buscando o apoio de torcedores em todo o mundo, e de suas associações de futebol, para que isso aconteça - disse o ex-jogador dos clubes ingleses Newcastle United, Tottenham Hostspur e Everton a jornalistas no lançamento do “Time Ginola”. “Acredito que tenho as credenciais e a capacidade para ser um forte candidato, um candidato dos torcedores e amantes do esporte dos quatro cantos do mundo. As pessoas que seguem o futebol devem ter uma voz e uma causa. Minhas voz é a deles. Minha causa é a deles”, afirmou Ginola.
A postura de Ginola pode repercutir entre muitos, em face da contínua e disseminada desilusão com a Fifa, mas tem o aspecto de ser mais uma voz ao vento do que uma candidatura firme para enfrentar o atual presidente, Joseph Blatter, que tenta um quinto mandato consecutivo, assim como o francês Jérôme Champagne e o príncipe jordaniano Ali bin Al-Hussein.
Tags:
Relacionados
Edições digital e impressa
Utilizamos cookies e outras tecnologias. Ao continuar navegando você concorda com nossa política de privacidade.