Agentes do FBI prenderam uma mulher do príncipe saudita acusada de ter forçado duas mulheres indonésias a trabalharem para ela como criadas e por tê-las ameaçado com "sérios danos" caso elas se negassem, afirmaram promotores.
Hana Al Jader, 39, foi presa em sua residência em uma luxuosa área de Boston, Winchester, no Estado norte-americano de Massachusetts. Um juiz dos Estados Unidos determinou sua detenção sem a possibilidade de fiança até uma audiência marcada para a tarde desta sexta-feira.
Hana foi indiciada por promover trabalho forçado, servidão doméstica, falsificação de registros, por fraude em vistos e por abrigar estrangeiros, tudo isso em relação a duas empregadas indonésias identificadas apenas como "Tri" e "Ro". Se condenada por todas as acusações, Hana poderá receber uma pena de até 140 anos de prisão e multa de até 2,5 milhões de dólares.
O advogado de Hana, James Merberg, confirmou que sua cliente é casada com o príncipe Mohamed Bin Turki Alsaud, mas não disse se ela teria imunidade diplomática em acusações criminais. Autoridades da Embaixada Saudita em Washington não estavam imediatamente disponíveis para comentar o caso.
Por meio de uma nota, os promotores disseram que Hana forçava as duas mulheres a trabalharem usando um esquema "projetado para fazer com que as duas mulheres acreditassem que se elas não fizessem tal trabalho, sofreriam sérios danos". Hana também é acusada de ter obtido dois contratos de trabalho falsos e de tê-los submetido ao governo federal para conseguir extensões nos vistos de permanência das empregadas.