Rio de Janeiro, 02 de Fevereiro de 2026

Primo de Joaquim Roriz se afasta do BRB

Quarta, 27 de Junho de 2007 às 10:03, por: CdB

Flagrado pela polícia cobrando, por telefone, do ex-presidente do Banco de Brasília (BRB) Tarcísio Franklin de Moura suposta participação na divisão dos R$ 2,2 milhões, Benjamim Roriz pediu afastamento da assessoria especial do governo do Distrito Federal e da presidência do Conselho Deliberativo do BRB.

A transação foi desvendada durante as investigações da Operação Aquarela, que desmontou suposto esquema de desvio de dinheiro no BRB. Benjamim é primo do senador Joaquim Roriz (PMDB-DF), que também tratou da divisão do dinheiro com o ex-presidente do BRB.

A origem dos R$ 2,2 milhões seria um cheque do empresário Nenê Constantino, presididente do Conselho de Administração da Gol. O senador Roriz disse que tomou um empréstimo de R$ 300 mil para comprar uma bezerra. Segundo sua versão, o restante teria sido devolvido. Mas a polícia suspeita que o dinheiro, na verdade, foi repartido no escritório de Constantino em Brasília. E Benjamim Roriz teria recebido R$ 28,6 mil.

No diálogo com Tarcísio Franklin de Moura, captado pela polícia com autorização judicial, Benjamim Roriz cobra o que seria a parte dele no negócio.

CPI do BRB
A proximidade do recesso parlamentar pode ajudar a enterrar de vez a CPI do BRB. Já está correndo o prazo para votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). Após sua aprovação, a Câmara Legislativa entra em recesso, empurrando para agosto as discussões sobre os supostos desvios no BRB.

O líder do PT, deputado Chico Leite, pretende atrasar a votação. "Se for necessário adiar a votação da LDO e conversar de novo com cada deputado, nós vamos fazer isso", promete.

A oposição chegou a pedir ao governador do DF, José Roberto Arruda, que convencesse a base aliada a abrir a investigação. Sem sucesso.

Já o presidente da Câmara, deputado Alírio Neto, mudou de idéia sobre o assunto pela terceira vez. Agora, diz que apóia a instalação da CPI se faltar apenas uma assinatura. Faltam duas.

"Seria muito ruim assinar um requerimento tendo certeza que a CPI não seria instalada. Para o presidente da Casa não seria conveniente. Estamos aguardando a sétima assinatura. Coloco o meu nome à disposição. Se fizerem a sétima eu entro com a oitava assinatura e estará tudo pronto para instalar a CPI", afirma Alírio Neto.

A abertura da CPI do BRB foi um acordo firmado entre todos os deputados distritais no dia 14 de junho. Mas, uma semana depois, os governistas e os aliados de Roriz mudaram de idéia.

"Agora ficou claro. Na realidade, quem tem maior articulação, maior poder de mando na Câmara Legislativa é o ex-governador e hoje senador Joaquim Roriz. Mais do que o atual governador Arruda", critica o deputado Cabo Patrício (PT-DF).

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