O resultado do comércio varejista brasileiro no primeiro semestre deste ano é o pior desde 2004. Segundo dados da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada nesta quinta-feira, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os seis primeiros meses deste ano apresentaram um crescimento de 4,4% no volume de vendas, o menor aumento semestral dos últimos cinco anos.
Os melhores resultados do primeiro semestre foram percebidos nos setores de equipamentos e material para escritório/informática (16,7%), artigos farmacêuticos, medicamentos e perfumaria (11,8%) e outros artigos de uso pessoal e doméstico (9,5%). Já os piores desempenhos foram dos segmentos de material de construção (-10,2%) e tecidos, vestuário e calçados (-6,9%). Analisando apenas o mês de junho, o volume de vendas do comércio varejista teve um aumento de 1,7% em relação ao de maio deste ano e de 5,6% em relação ao de junho do ano passado.
No comércio varejista ampliado (que inclui ainda o desempenho das vendas de veículos e motos, partes e peças e material de construção apenas no varejo), as vendas registraram alta de 6,5%, segunda elevação consecutiva, após a escalada de 4,9% no mês anterior, quando a estimativa era de alta de 3,7%.
As vendas de veículos e motos, partes e peças subiram 11,1% ante maio, que teve alta de 10,6% em dado revisado para cima, contra 8% da leitura inicial. Já as vendas de material de construção no varejo registraram queda de 1,9%, após uma alta de 3,9% em maio (dado revisado). Na outra ponta, a pesquisa assinala a redução nas vendas de combustíveis e lubrificantes (-2,7%) e livros, jornais, revistas e papelaria (-0,7%).