Rio de Janeiro, 19 de Agosto de 2026

Primeiro-ministro português critica oposição por ajuda

Domingo, 17 de Abril de 2011 às 11:10, por: CdB

Primeiro-ministro português critica oposição por ajuda

Por Andrei Khalip

LISBOA (Reuters) - O primeiro-ministro interino de Portugal, José Sócrates, criticou no domingo o principal partido de oposição, em uma demonstração de que as disputas pré-eleitorais devem complicar as difíceis negociações para a ajuda financeira internacional.

Representantes da Comissão Europeia, do Banco Central Europeu e do Fundo Monetário Internacional estão em Lisboa para, a partir de segunda-feira, iniciar uma nova fase de conversações que determinarão os termos da ajuda que pode alcançar 80 bilhões de euros e imporá uma maior austeridade a uma das economias mais enfraquecidas da Europa.

A missão estudou minuciosamente as contas públicas do país na semana passada e começará na segunda as discussões sobre as novas medidas com as quais Portugal deve comprometer-se para receber a ajuda.

Entre elas estão o fortalecimento dos bancos e agressivas privatizações.

Com a eleição legislativa antecipada para 5 de junho, depois que o governo de minoria socialista renunciou no mês passado, qualquer acordo de ajuda prévio à votação terá que ser aprovado pelo partido socialista e pelo principal partido oposicionista, a Social Democracia (PSD), que lidera as pesquisas.

Sócrates fez no domingo um chamado ao apoio de todos os partidos nas negociações, mas também atacou o PSD, de centro-direita, por ter rejeitado as medidas de austeridade prévias, fato que o forçou a renunciar e levou às eleições.

"Espero que os que sabotaram uma solução não o façam outra vez, pelo bem de Portugal", disse Sócrates em uma reunião de seu partido, acusando o PSD de liderar "uma guerra de guerrilhas política pela ganância do poder" e não apresentar nenhuma solução aos problemas do país.

"Basta de irresponsabilidade, basta de ligeireza: o momento demanda que todos os líderes políticos se concentrem na defesa de nossos interesses como país", acrescentou.

Reuters

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