O primeiro-ministro da Somália, Ali Mohammed Ghedi, regressou neste sábado a seu país, desde Nairóbi, Quênia, onde o Executivo e o Parlamento somalis estavam exilados desde outubro, quando foi formado mas teve de fugir devido à falta de segurança no território somali.
Ghedi chegou à cidade de Jawhar, 90 quilômetros ao norte de Mogadíscio, a capital somali, acompanhado de 34 legisladores e membros de seu Gabinete. Outra comitiva de 64 funcionários do Executivo e do Parlamento devem chegar ao país amanhã, também desde de Nairóbi.
Os esforços do governo somali para se instalar em seu próprio país também são dificultados porque os países que se comprometeram a enviar tropas de paz para apoiá-lo, advertiram que ainda não foram aprovados as verbas e que ainda vigora o embargo de armas imposto à Somália pela ONU.
O desdobramento do contingente, em princípio de 1.700 soldados do Sudão e Uganda, foi aprovado pela Autoridade Intergovernamental para o Desenvolvimento (IGAD), que patrocinou o processo de paz e é integrada por Eritréia, Etiópia, Quênia, Somália, Sudão, Uganda e Djibuti.
A Somália vive imersa no caos desde 1991, quando, após a queda do regime do ditador Mohammed Siad Barre, os líderes de clãs rivais dividiram o território e passaram a controlar seus feudos com a ajuda de milícias armadas.
As novas instituições são a melhor oportunidade que a Somália tem para conseguir a estabilidade. No entanto, sem as forças de paz da IGAD será muito difícil para o governo se manter no país, onde dezenas de milhares de milicianos impõem a lei do mais forte.