O ministro interino do Trabalho, Alencar Ferreira, informou que governo vai investir neste ano R$ 138 milhões no programa Primeiro Emprego. Segundo ele, o público alvo do programa são os 34 milhões de jovens brasileiros com idade entre 16 e 24 anos. Metade deles hoje está fora da escola e sem emprego e 1 milhão são analfabetos. Até 2006, a meta do Primeiro Emprego é inserir 250 mil jovens no mercado de trabalho.
Alencar Ferreira disse que o governo tem conseguido o apoio das empresas privadas ao programa.
- Estamos conseguindo sensibilizar o empresariado brasileiro para a temática da juventude. Nós oferecemos essa oportunidade de participação em parceria com o governo no Programa Nacional do Primeiro Emprego - afirmou.
O ministro informou ainda que o governo tem conseguido colocar no mercado 30%, em média, dos jovens inscritos no Primeiro Emprego e que em algumas cidades esse percentual sobe. Para ele, um dos responsáveis por esse índice são os convênios firmados com empresas e sindicatos.
- Conseguimos inserir no mercado de trabalho 30% dos jovens inscritos no programa Primeiro Emprego . Em algumas cidades, como Campinas e Guarulhos, em São Paulo, essa taxa sobe para 80%. Temos um convênio com a Empresa Brasileiro de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero) para que os jovens inscritos recebam treinamento para trabalhar nos aeroportos de Guarulhos e Campinas.
No início, as empresas reclamaram do excesso de exigências para participar do Primeiro Emprego. Hoje, de acordo com Alencar Ferreira, foi implantado um sistema pela internet, na página do Ministério do Trabalho (http://www.mte.gov.br), que facilitou a obtenção de informações e a participação das empresas no programa. Além de melhorar o relacionamento das empresas com o ministério, aumentou a contratação de jovens.
O estudante Jeberson Rocha Santos, de 17 anos, nasceu na Bahia, mas decidiu mudar para Brasília. Ele é um dos beneficiados pelo Programa Primeiro Emprego.
Depois de se inscrever no programa, Jeberson foi selecionado para fazer um curso e se preparar para o mercado de trabalho. Durante seis meses, enquanto fazia o curso profissionalizante de técnico em informática ele recebia uma bolsa de R$ 150. Atualmente, é funcionário terceirizado da Fundo de Pensão da Caixa Econômica Federal (Funcef) e trabalha na manutenção de computadores.
O Primeiro Emprego e o treinamento que recebeu abriram as portas do mercado de trabalho.
- Hoje, eu recebo um salário, ajudo nas despesas de casa. Moro com uma tia e dois primos, que também se inscreveram no programa, mas ainda não foram chamados para o treinamento. Com certeza, o programa Primeiro Emprego me abriu as portas do mercado de trabalho - disse o jovem.
Jeberson Rocha Santos tem um recado para outros jovens que ainda não conseguiram um emprego. "É importante que eles não percam a esperança de arranjar um trabalho. Eu espero que o governo continue com esse programa para que o jovem não se perca".