Um ataque suicida em Israel na segunda-feira deixou três pessoas mortas – dois militantes palestinos suicidas e uma mulher - no centro comercial da cidade de Dimona, no sul do país.
Outras 14 pessoas ficaram feridas no ataque, o primeiro a atingir o território israelense em pouco mais de um ano.
As Brigadas de Al Aqsa, do movimento Fatah, e a Frente Popular de Libertação da Palestina assumiram a autoria do ataque.
Segundo a polícia, um homem bomba se aproximou da entrada do centro comercial de Dimona às 10h30 no horário local (6h30 no horário de Brasília) e detonou um cinto de explosivos, provocando uma explosão de grandes dimensões que foi ouvida na cidade inteira.
A enfermeira Hodaia Cohen, que trabalha em uma clínica próxima ao local do ataque, disse à radio estatal de Israel que se dirigiu imediatamente ao centro comercial, acompanhada por um médico, para prestar ajuda aos feridos.
— A cena foi horrível, vi pedaços de corpos jogados por todos os lados —, disse a enfermeira.
— Imediatamente percebemos que algumas pessoas já estavam mortas, mas um deles ainda mostrava sinais de vida. Comecei a tratar dele, abri sua camisa e vi um cinto de explosivos branco —, relatou.
A enfermeira disse que começou a gritar para afastar as pessoas do local ao perceber que o ferido era um segundo homem-bomba. Alguns minutos depois, um policial disparou contra o homem quando ele tentou puxar o cordão que detonaria mais explosivos.
Estado de choque
Além dos 14 feridos, outras pessoas foram hospitalizadas em estado de choque.
— Várias pessoas chegaram à clínica chorando e tremendo, em um estado de confusão mental —, disse Hodaia Cohen.
O prefeito Meir Cohen disse que "Dimona é uma cidade tranqüila que de repente foi assolada por um raio".
Cohen também disse que depois que os palestinos romperam o cerco à Faixa de Gaza, há duas semanas, os serviços de segurança advertiram que militantes poderiam entrar em Israel pelo territorio egípcio.
A polícia israelense aumentou o nível de alerta em todo o país por temores de novos atentados.
Nos últimos dias o governo egípcio anunciou ter prendido dois grupos de palestinos armados que estavam no deserto do Sinai, a caminho de "cometer atentados em Israel".
O ministro israelense de Defesa, Ehud Barak, afirmou que depois do rompimento do cerco a Faixa de Gaza, Israel deve construir urgentemente uma barreira de cerca de 200 quilômetros ao longo da fronteira com o Egito.
O último atentado suicida em território israelense ocorreu em 29 de janeiro do ano passado, na cidade de Eilat. Na ocasião, um homem-bomba palestino entrou na cidade depois de deixar a Faixa de Gaza e atravessar o deserto do Sinai.
Ele detonou explosivos dentro de uma padaria, matando três civis israelenses. Segundo o gabinete do primeiro-ministro Ehud Olmert "hoje em Dimona se comprovaram as advertências de Israel, de que palestinos que saíram da Faixa de Gaza poderiam tentar atacar Israel, passando pelo territorio egipcio”.
O porta-voz do Hamas, Fauzi Barhum, elogiou a "ação heróica" em Dimona.
Primeiro atentado em um ano mata três em Israel
Um ataque suicida em Israel na segunda-feira deixou três pessoas mortas – dois militantes palestinos suicidas e uma mulher - no centro comercial da cidade de Dimona, no sul do país. Outras 14 pessoas ficaram feridas no ataque, o primeiro a atingir o território israelense em pouco mais de um ano. (Leia Mais)
Segunda, 04 de Fevereiro de 2008 às 12:15, por: CdB