Nesta terça-feira, ocorrem as primárias das eleições norte-americanas no Estado do Wisconsin. A senadora Hillary Clinton vem enfatizando temas econômicos em sua campanha, na esperança de superar o rival, Barack Obama, e obter a indicação do Partido Democrata à presidência dos Estados Unidos. Mas uma vitória de Barack Obama nas prévias de hoje pode significar a Hillary Clinton a perda de um de seus últimos redutos de eleitores, os trabalhadores de baixa renda.
Hillary vem adotando um discurso populista, na esperança de atrair votos e possíveis eleitores do ex-senador John Edwards, que abandonou a corrida eleitoral e cuja campanha se centrou em atrair votantes que vem sofrendo os efeitos da crise econômica americana. Durante um comício em Wisconsin, na segunda, a senadora disse:
- Nós precisamos de isenção fiscal para a classe média, não para os ricos.
Os anúncios televisivos divulgados pela campanha de Hillary nos últimos dias também adotam um tom semelhante, o de enfatizar as necessidades populares em detrimento aos interesses das grandes corporações.
- As companhias de petróleo e as companhias farmacêuticas contaram com sete anos de um presidente que as defende. É hora de termos uma presidente que defende todos vocês, afirma Hillary em um dos comerciais.
Obama realizou comícios em Ohio na segunda-feira. O senador apresentou o seu plano econômico na semana passada e também tem adotado uma retórica mais populista. Na segunda, Obama contou ter se encontrado com John Edwards, mas não especificou se o ex-senador manifestou ou não apoio à sua candidatura.
Os dois candidatos estão buscando o apoio de Edwards, devido ao apelo do ex-candidato junto a democratas da classe trabalhadora.