A 9ª Superintendência Regional de Polícia Rodoviária Federal lançou oficialmente, nesta quinta-feira, no posto de Gravataí, no Rio Grande do Sul, a divulgação da Campanha de Combate à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes.
Com a distribuição de panfletos e cartazes, a entidade alertou a população sobre a prática desse crime.
A campanha divulgou também o número do Disque-Denúncia (0800 99 0500), um serviço gratuito para o cidadão informar às autoridades sobre a ocorrência desse tipo de crime na região.
Com o slogan Proteja como se fosse sua filha, a campanha incentivou caminhoneiros e outros profissionais do transporte a denunciar situações de violência sexual e de abuso contra crianças e adolescentes nas estradas do Brasil.
A iniciativa veiculou nas rádios uma mensagem do cantor sertanejo Sérgio Reis para sensibilizar os brasileiros sobre o problema.
A campanha é resultado de uma parceria da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República e do Ministério da Justiça, por meio da Polícia Rodoviária Federal, com a Confederação Nacional do Transporte (CNT), a Frente Parlamentar pela Criança e pelo Adolescente e a Petrobrás.
Mapeamento da Polícia Rodoviária Federal identificou 844 pontos de risco para crianças e adolescentes nas rodovias federais do País.
Apenas no estado foram identificados 53 pontos vulneráveis à exploração sexual infanto-juvenil nas rodovias federais.
Os pontos estão localizados em 23 diferentes municípios, abrangendo 9 rodovias federais. A partir deste levantamento, a PRF iniciou uma série de operações para conscientizar os motoristas e reprimir a prática desse crime.
As ações prosseguem em todo o país e serão realizadas até dezembro.
O Disque-Denúncia, coordenado pela Secretaria de Direitos Humanos desde 2003, em parceria com a Petrobrás e o Ministério da Saúde, recebeu até julho deste ano mais de 10 mil denúncias de violência sexual contra crianças e adolescentes no país.
Após analisadas, as ligações são encaminhadas ao Ministério Público do estado de origem da denúncia e a outros órgãos competentes, como o Conselho Tutelar, por exemplo.