Rio de Janeiro, 13 de Maio de 2026

PRF lança campanha contra exploração sexual infantil no RS

Quinta, 18 de Agosto de 2005 às 08:26, por: CdB

A 9ª Superintendência Regional de Polícia Rodoviária Federal lançou oficialmente, nesta quinta-feira, no posto de Gravataí, no Rio Grande do Sul, a divulgação da Campanha de Combate à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes.

Com a distribuição de panfletos e cartazes, a entidade alertou a população sobre a prática desse crime.

A campanha divulgou também o número do Disque-Denúncia (0800 99 0500), um serviço gratuito para o cidadão informar às autoridades sobre a ocorrência desse tipo de crime na região.

Com o slogan Proteja como se fosse sua filha, a campanha incentivou caminhoneiros e outros profissionais do transporte a denunciar situações de violência sexual e de abuso contra crianças e adolescentes nas estradas do Brasil.

A iniciativa veiculou nas rádios uma mensagem do cantor sertanejo Sérgio Reis para sensibilizar os brasileiros sobre o problema.

A campanha é resultado de uma parceria da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República e do Ministério da Justiça, por meio da Polícia Rodoviária Federal, com a Confederação Nacional do Transporte (CNT), a Frente Parlamentar pela Criança e pelo Adolescente e a Petrobrás.

Mapeamento da Polícia Rodoviária Federal identificou 844 pontos de risco para crianças e adolescentes nas rodovias federais do País.

Apenas no estado foram identificados 53 pontos vulneráveis à exploração sexual infanto-juvenil nas rodovias federais.

Os pontos estão localizados em 23 diferentes municípios, abrangendo 9 rodovias federais. A partir deste levantamento, a PRF iniciou uma série de operações para conscientizar os motoristas e reprimir a prática desse crime.

As ações prosseguem em todo o país e serão realizadas até dezembro.

O Disque-Denúncia, coordenado pela Secretaria de Direitos Humanos desde 2003, em parceria com a Petrobrás e o Ministério da Saúde, recebeu até julho deste ano mais de 10 mil denúncias de violência sexual contra crianças e adolescentes no país.

Após analisadas, as ligações são encaminhadas ao Ministério Público do estado de origem da denúncia e a outros órgãos competentes, como o Conselho Tutelar, por exemplo.

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