Tomara - e o país precisa urgentemente disso - que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, esteja certo em suas previsões de que a política de redução de gastos do governo da presidenta Dilma Rousseff vai trazer, realmente, uma diminuição dos juros (vejam nota abaixo e o Destaque de hoje).
O ministro fez a previsão ao confirmar que o Ministério do Planejamento já elabora em conjunto com a Secretaria do Tesouro um corte de gastos de custeio do governo a partir de 2011. Adiantou, também, que a contenção afetará indiscriminadamente todos os ministérios deixando de fora apenas projetos sociais prioritários como, por exemplo, o Bolsa Família.
Mantega antecipou que os cortes atingirão iniciativas em andamento e novos projetos que signifiquem aumento de despesas. Destes, mencionou dois exemplos: a Proposta de Emenda à Constituição (PEC-300), que eleva os gastos da União e dos Estados, e o aumento do salário mínimo, cujo patamar no próximo ano não ultrapassará R$ 540.
Política de corte é mais para conter novos gastos
“A partir de 2011, vamos reduzir o gasto de custeio. O Estado vai fazer um ajuste, reduzir subsídios e impedir a criação de novos gastos”, disse ele. Numa contenção dessa dimensão, tem razão o ministro ao prever que ela poderá atingir também o PAC.
Mas aí, pelo que adianta o ministro, já há uma estratégia traçada: o novo governo não deverá cortar os investimentos dos projetos já em andamento, mas apenas dos que ainda não começaram a ser executados. "O PAC poderá . Pode ser que tenha alguma postergação. É mais uma questão de ritmo", detalhou Mantega.
"O PAC tem projetos que estão terminando este ano ou para serem terminados nos próximos. Estes não serão mexidos. E tem projetos novos, para começar. Estes poderão ser iniciados mais lentamente, não serem começados imediatamente", completou.
Previsões de Mantega e torcida para que acerte
Terça, 07 de Dezembro de 2010 às 12:10, por: CdB