Rio de Janeiro, 05 de Novembro de 2026

Previsão sombria. E dramática

Sexta, 16 de Setembro de 2011 às 05:28, por: CdB

Os índices de desemprego devem permanecer em patamares elevados por muito tempo, afirma o mais recente relatório sobre as perspectivas de emprego de 2011 da Organização para o Comércio e Desenvolvimento Econômico (OCDE). No meio deste ano o desemprego já atingia mais de 44 milhões de pessoas só nos 34 países membros da OCDE, um nível que supera em mais de 13 milhões o anterior à turbulência econômica global.

Após atingir seu pico devido à crise anterior (atingiu 8,7% no fim de 2009, contra 5,7% início de 2008), as taxas de desemprego "diminuíram modestamente" e atingiram 8,2% em julho deste ano, mas mantêm-se elevadas, constata o relatório. "O risco da taxa de desemprego se instalar em um nível elevado por um período prolongado é agravado pelo forte aumento dos desempregos de longa duração", adverte a Organização.

Seu secretário-geral, Angel Gurria, afirmou que nesse quadro enxerga como os maiores problemas até o momento, exatamente o desemprego de longa duraçãoc e o que se amplia entre os mais jovens. "Aumentam fortemente o risco da pobreza", advertiu Gurria. Por isso, a OCDE faz um apelo dramático aos governos para que tomem providências específicas contra este problema.

Realmente, não podemos e não devemos subestimar a crise europeia. Já 44 milhões de desempregados (a maioria dos países da OCDE é da Europa), 13 milhões a mais que antes do inicio da atual crise. E, pior, desemprego de longa duração e maior entre os jovens.

Isso é uma bomba de efeito social e politico retardada. Principalmente, porque que as lideranças e os governos da União Europeia (UE) não se entendem. Não têm uma estratégia comum para superar a crise atual. Adotam apenas medidas tópicas e de emergência, que terminam sendo reações tardias ao agravamento da crise da dívida pública e do baixíssimo crescimento da maioria dos países do Velho Continente.

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