Rio de Janeiro, 09 de Setembro de 2026

Previsão de demanda por energia é reduzida no Brasil

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) autorizou nesta sexta-feira uma revisão para baixo da carga do sistema elétrico brasileiro para o período de 2014 a 2018 pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), o que reduzirá o preço da energia de curto prazo.

Sexta, 08 de Agosto de 2014 às 11:42, por: CdB
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Segundo a Aneel, a projeção de demanda menor de energia terá um efeito de redução de R$ 160 por megawatt-hora (MWh) no Preço de Liquidação das Diferenças
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) autorizou nesta sexta-feira uma revisão para baixo da carga do sistema elétrico brasileiro para o período de 2014 a 2018 pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), o que reduzirá o preço da energia de curto prazo. Segundo a Aneel, a projeção de demanda menor de energia terá um efeito de redução de R$ 160 por megawatt-hora (MWh) no Preço de Liquidação das Diferenças (PLD) já para a semana que vem. O PLD é o preço que baliza as operações do mercado de curto prazo. A redução ocorre em um momento em que o governo federal fecha mais um empréstimo, dessa vez de R$ 6,6 bilhões, para ajudar as distribuidoras a pagar a conta da compra de energia no mercado de curto prazo. Segundo o diretor da Aneel Reive Barros, relator do caso, o pedido do ONS para fazer as novas projeções de carga decorre da revisão para baixo, pelo Banco Central, do crescimento médio anual do PIB de 4,4%  para 3,5%  para os próximos quatro anos. No total, a revisão indica queda de 7.551 megawatts médios na projeção de carga do país. A previsão de carga para 2014, por exemplo, caiu 1,8%, dos 65.917 MWmed estimados em maio para 64.710. Para 2015, a demanda esperada foi reduzida em 2,4%, para 66.773 MWmed, ante os 68.420 esperados anteriormente. Em 2016, a revisão foi 2,3 %, para 69.545 MWmed. Para 2017, a Aneel autorizou a redução da estimativa em 2 por cento, para 72.574 MWmed. Em 2018, a carga deve ficar em 75.711 MWmed, previsão 1,9 % abaixo da anterior. - Isso equivale a quase uma usina de Santo Antônio por ano - disse Reive, referindo-se à geração média anual estimada para a hidrelétrica do Rio Madeira. Segundo ele, pelo cronograma, a revisão das expectativas de carga ocorreria em setembro, mas foi antecipada para incorporar a revisão do PIB. - Se nós tivéssemos uma perspectiva de crescimento acima dos 4,4%, também teria sido feito - disse Reive, explicando que o regulamento permite revisões extraordinárias da base de cálculos quando surge um fato relevante, como é o caso da mudança nas perspectiavs de crescimento do PIB. A Aneel, porém, negou pleito do ONS para que a aplicação da revisão da carga nas contas fosse retroativa, o que poderia levar a correção de valores do PLD passados. - Descartamos retroagir, a regra não permitre retroagir - disse. Segundo o diretor, o efeito da redução do PLD no futuro ainda estará sujeito a outros fatores, como nível de represas de hidrelétricas e chuvas, por exemplo.
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