O Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) prevê para as próximas horas tempo “nublado com pancadas de chuva localmente forte a qualquer hora do dia” no norte do Piauí, região onde está município de Cocal, a 286 km de Teresina, onde a Barragem Algodões I rompeu e deixou milhares de pessoas desabrigadas. Segundo a assessoria de imprensa do governo do Estado, 2.953 pessoas foram atingidas no município e povoados ao redor. Até o momento estão confirmadas as mortes de sete pessoas por causa do desastre. Ainda há duas desaparecidas.
Por causa do volume de água que vazou da barragem, dificuldade de comunicação e assistência não há como quantificar o número de pessoas que estão isoladas, informou a assessoria. Os povoados mais afetados com o rompimento da barragem foram: Branquinha, Angico Branco, Assentamento Tapera, Tinguí e Franca.
Resgate
Na manhã deste domingo, a Defesa Civil do Piauí informou que foram retomadas as buscas a duas crianças – uma de 6 anos e outra de 1 ano e 3 meses – ainda desaparecidas no município de Cocal da Estação. Os trabalhos de busca aos desaparecidos e de assistência aos sobreviventes da tragédia, que têm sua base em Cocal da Estação, recomeçaram com três dos quatro helicópteros que até o fim da tarde deste sábado transportavam as equipes de assistência, mantimentos e remédios. Dois aparelhos apresentaram defeito, mas um helicóptero de grande porte da Força Aérea chegou para reforçar o atendimento às vítimas.
Após o rompimento da barragem de Algodões1, liberando 50 milhões de metros cúbicos de água, e o imediato alagamento das cidades de Cocal da Estação, Cocal dos Alves e Buriti dos Lopes, a maior preocupação das autoridades, agora, além da assistência às famílias atingidas pelas águas, é com a contaminação do Rio Pirangi. Mais de 2 mil animais mortos apodrecem nas margens do rio e podem contaminar a água provocando doenças na população ribeirinha.