O Ministério da Previdência Social renovou nesta terça-feira seu atual contrato com a rede bancária para o recolhimento de contribuições e pagamentos de benefícios dos segurados. O ministro Romero Jucá afirmou que, até dezembro, quando vence esse contrato, a Previdência Social estará pagando tarifas mais baixas que as praticadas anteriormente. Além dos contratos, estão sendo revistos os métodos de operação. Em alguns casos, haverá economia de até 40% nos custos.
Segundo Jucá, a partir de agosto, o custo para a Previdência dessa movimentação vai ficar ainda mais reduzido, com a implantação do código de barras no processamento de pagamentos, hoje feito de forma manual. Com isso, o pagamento na rede bancária, que hoje custa R$ 1 para os cofres públicos, passará a exigir R$ 0,60 da Previdência. Sem a automatização, o custo dessas operações ao longo de 2005 ficaria em R$ 384 milhões. Agora, deve cair para R$ 263 milhões, com redução de R$ 121 milhões.
São 23 milhões os beneficiários da Previdência Social atendidos na rede bancária atualmente. A Previdência é a maior distribuidora de renda do país, segundo dados do ministério. Injeta na economia todo mês cerca de R$ 10,4 bilhões. Oito milhões de pagamentos são feitos em conta corrente do beneficiário e 15 milhões são sacados diretamente no caixa do banco por meio de cartão magnético.
Em alguns municípios, os pagamentos superam o valor do repasse do Fundo de Participação dos Municípios. Onde os bancos não têm agências, os pagamentos dos benefícios são feitos pelos Correios e onde estes também não existem, os repasses são feitos por meio de correspondentes bancários, por convênios como o Caixa Aqui, da Caixa Econômica Federal, ou semelhantes, do Bradesco e do Banco do Brasil.
Previdência revê métodos de operação com rede bancária
Terça, 03 de Maio de 2005 às 17:37, por: CdB