Rio de Janeiro, 20 de Abril de 2026

Prévia do PMDB agora é só uma consulta

Em meio a uma disputa jurídica no Supremo Tribunal de Justiça (STJ), um número ainda incerto de peemedebistas foi às urnas neste domingo para o que seria uma prévia para a escolha do candidato à Presidência da República. A decisão de escolher entre Anthony Garotinho, ex-governador do Rio, e Germano Rigotto, governador licenciado do Rio Grande do Sul, não tem qualquer valor legal e se transformou em apenas uma consulta informal às bases do partido. (Leia Mais)

Domingo, 19 de Março de 2006 às 08:23, por: CdB

Em meio a uma disputa jurídica no Supremo Tribunal de Justiça (STJ), um número ainda incerto de peemedebistas foi às urnas neste domingo para o que seria uma prévia para a escolha do candidato à Presidência da República. A decisão de escolher entre Anthony Garotinho, ex-governador do Rio, e Germano Rigotto, governador licenciado do Rio Grande do Sul, não tem qualquer valor legal. Presidente do STF, o ministro Edson Vidigal retomou e manteve a decisão anterior, o que levou a direção do PMDB a manter a produção montada em todo o país, mas apenas como uma consulta informal. Garotinho chegou a insinuar que o ministro Vidigal teria julgado de acordo com os seus próprios interesses, pois já seria "candidato ao governo do Maranhão", mas a resposta aconteceu em seguida:

- Até já fiz o meu pedido de aposentadoria. Mas até que eu me aposente, ainda sou um juiz - afirmou Vidigal.

Neste sábado, pouco antes das 23h, o presidente do STJ, ministro Edson Vidigal, manteve sua decisão de suspender as prévias do partido. A ala governista do PMDB trava uma batalha jurídica com os partidários de uma candidatura própria. Presidente nacional do partido, Michel Temer esteve reunido com advogados da legenda, que ainda prevêem a continuação da batalha no Tribunal, mas para o senador José Sarney (PMDB-AP), a discussão prejudica o partido.

- Essa disputa jurídica apenas desgasta o partido, mas é fruto da ilegalidade inicial que foi convocar essas prévias - afirmou.

Bahia, Maranhão, Pará, Acre, Amazonas, Alagoas e Distrito Federal optaram por não realizar as consultas aos filiados, enquanto nos demais Estados o número de peemedebistas aptos a votar deverão comparecer às urnas. Em São Paulo, onde a consulta ocorre na Assembléia Legislativa, milhares de pessoas devem escolher o candidato ao longo do dia e receber a presença de Rigotto e Garotinho, depois do almoço.

No Rio, por razões óbvias, o número de cabos eleitorais do ex-governador  bem maior do que os de Rigotto, e o mesmo acontece no Rio Grande do Sul, onde o gaúcho mantém sua base eleitoral. A diferença entre a consulta informal e as prévias é que o candidato escolhido em uma prévia teria seu nome homologado automaticamente na convenção nacional do partido, marcada para junho. Caso o processo seja considerado apenas uma consulta, seria preciso passar ainda pela votação de delegados nacionais antes da homologação.

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