O preço das passagens aéreas subiu mais de 17%, mas os aeroportos seguem lotados
A prévia da inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15), de setembro, foi 0,39%. A taxa é superior a 0,14% da prévia anterior. O IPCA-15 acumulado no trimestre - chamado de IPCA-E) - é 0,7%. Com a prévia de setembro, o IPCA acumula taxa de 4,72% no ano. No acumulado de 12 meses, a taxa é 6,62%, acima do teto da meta de inflação do governo, que é 6,5%. Um dos principais impactos do IPCA-15 em setembro veio da alta de preços de 0,28% dos alimentos e bebidas. Na prévia de agosto, esse grupo de despesas teve deflação - queda de preços - de 0,32%, segundo os dados divulgados, nesta sexta-feira, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Outro peso influente foram os transportes, que exerceram o principal impacto individual no item passagens aéreas, com alta de 0,07 ponto percentual em setembro, depois de os preços subirem 17,58%. Com isso o grupo Transportes mostrou aceleração na inflação, a 0,45% em setembro, contra 0,20%, anteriormente.
Assim como os alimentos, três grupos de despesas que tinham apresentado deflação na prévia de agosto, registraram inflação em setembro: despesas pessoais - a cuja taxa passou de -0,67% para 0,31% -, vestuário - a inflação passou de -0,18% para 0,17% - e comunicação, que passou de -0,84% para 0,56%. Apesar de ter ocorrido um recuo na inflação entre as prévias de agosto (1,44%) e setembro (0,72%), o grupo de despesa habitação continuou a ser o principal responsável pela inflação de 0,39% na prévia do mês.
Os números de setembro do IPCA-15 ficaram acima da expectativa em pesquisa da agência inglesa de notícias Reuters, cujas medianas apontavam alta de 0,35% na base mensal e de 6,57% em 12 meses. Segundo o IBGE, em setembro os preços do grupo Alimentação e Bebidas voltaram a subir, somando 0,28%, após queda de 0,32% em agosto, representando impacto de 0,07 ponto percentual no IPCA-15 deste mês.
Para o Banco Central, segundo a mais recente ata do Comitê de Política Monetária (Copom), a pressão sobre os preços é elevada, mas não mais "resistente". As expectativas de economistas de instituições financeiras são de que o IPCA encerrará este ano a 6,29%, mas não deve arrefecer em 2015, terminando no mesmo patamar, segundo a pesquisa do boletim Focus do BC.
Atacado e varejo
Divulgada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), a segunda prévia de setembro do Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), usado no reajuste de contratos de aluguel, também mostra inflação no período, de 0,31%. A taxa é superior à registrada na segunda prévia de agosto, que havia tido deflação (queda de preços) de 0,35%. O IGP-M, calculado pela FGV, acumula inflação de 1,87% no ano e de 3,66% no período de 12 meses.
A alta na passagem de agosto para setembro foi provocada pela alta de preços no atacado e no varejo. O Subíndice de Preços ao Produtor Amplo, que analisa o atacado, passou de deflação de 0,57% na segunda prévia de agosto para inflação de 0,32% na segunda prévia de setembro. O Subíndice de Preços ao Consumidor, que analisa o varejo, passou de leve deflação de 0,02% em agosto para inflação de 0,32% em setembro. Na outra ponta, o Subíndice do Custo da Construção teve pequeno recuo na taxa, ao passar de 0,23% para 0,2% no período. A segunda prévia do IGP-M é calculada com base em preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 10 do mês de referência.
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