Rio de Janeiro, 08 de Novembro de 2026

Previ negocia participação maior na fusão da Oi à Brasil Telecom

O fundo de pensão do Banco do Brasil (Previ) negocia um lote de cerca de 15% das ações da empresa resultante da compra da Brasil Telecom pela Oi (antiga Telemar). (Leia Mais)

Terça, 04 de Março de 2008 às 07:33, por: CdB

O fundo de pensão do Banco do Brasil (Previ) negocia um lote de cerca de 15% das ações da empresa resultante da compra da Brasil Telecom pela Oi (antiga Telemar). Em entrevista, na manhã desta terça-feira, o presidente da Previ, Sérgio Rosa, explica que a fatia seria referente aos atuais 11% da Previ na Oi, por meio da empresa Fiago, na qual a Previ detém o controle, com 51%, e outros 3% a 4% adquiridos no mercado de ações, entre ordinárias e preferenciais.

- Existe um interesse já anunciado, mas não tem nada fechado - afirmou Rosa sobre as negociações que, segundo ele, não estão paradas e interessam à Previ.

A compra de controle da Brasil Telecom giraria na faixa de R$ 4,5 a R$ 5,2 bilhões, segundo informou o grupo Oi no início de fevereiro.

- Do ponto de vista empresarial, a conjugação das duas empresas seria extremamente interessante. Traria uma escala maior para o segmento celular, já que as duas estão entre as menores do mercado, traria um cenário de competição mais equilibrado - acredita.

Embora ainda não haja um desenho definido da operação, Rosa disse que a prioridade para a entidade seria a venda integral do ativo Brasil Telecom para a Oi.

- A solução de venda integral do ativo é mais rápida, se for viável seria a nossa prioridade - afirmou Rosa.

Existem ainda, porém, alguns obstáculos a ser ultrapassados para que a operação seja concluída, entre eles o marco regulatório que impede a compra de uma empresa pela outra e algumas arestas que deverão ser aparadas na mesa de negociações. Sobre alguns litígios envolvendo o Opportunity na Brasil Telecom, que estão na Justiça, Rosa admitiu que também podem atrapalhar as negociações, mas que não seria um fator condicionante.

- Não é uma condicionante absoluta, mas quando você está negociando a compra de uma empresa por outra eliminar esses litígios é sempre interessante - acrescentou.

Patrimônio recorde

Nesta segunda-feira, Rosa que o patrimônio da Previ atingiu a marca recorde de R$ 138,2 bilhões, com alta de 30,36% em um ano. A renda variável, cujo patrimônio é de cerca de R$ 90 bilhões foi uma das principais responsáveis pelo incremento, com valorização de 50,94% em 2007, em linha com o Ibovespa. O executivo informou que, apesar de desinvestimentos em ações de R$ 5,364 bilhões no ano passado, entre eles o fechamento de capital da Arcelor e as oferta da Usiminas, entre outras, a instituição continua desenquadrada em relação ao limite de 50% estabelecido pelo governo para fundos de pensão.

O crescimento da carteira se deveu principalmente à valorização do mercado de ações, o que, segundo ele, deve permanecer em 2008. Para este ano, a Previ prevê desinvestir mais cerca de R$ 5 bilhões. Rosa disse que vai solicitar ao governo que avalie a possibilidade da Previ ser beneficiada por uma resolução emitida no ano passado pelo Conselho Monetário Nacional, que permite aplicações em renda variável acima de 50% do patrimônio, se o fundo de pensão tiver um superávit compatível a esse investimento.

- Queremos ser avaliados pro esse critério novo, queremos mostrar nosso esforço de desinvestimento e que não adianta a gente acelerar o desinvestimento para se enquadrar, vender sob qualquer condição - explicou Rosa a jornalistas.

A resolução não permite que fundos desenquadrados antes da sua emissão sejam beneficiados. Como uma das maiores acionistas do mercado, vendas em série e em grandes volumes ela Previ poderiam distorcer o preço das ações e desvalorizar o patrimônio da entidade.

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