Presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) aceitou os pedidos realizados por emissários do Palácio do Planalto e desistiu, na tarde desta quarta-feira, de presidir a sessão do Congresso, a última antes do recesso parlamentar de meio de ano. A decisão visou facilitar a votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2008. Segundo o líder do governo na Câmara dos Deputados, José Múcio Monteiro (PTB-PE), Calheiros tomou a decisão "pensando no Brasil"
- Renan achou melhor não presidir essa sessão para facilitar a aprovação da LDO - disse Múcio, após encontro com o senador.
Líderes dos partidos da oposição, no entanto, avisaram que iriam tumultuar a sessão, durante protestos contra a presença do senador em Plenário. Ele é alvo de processo por quebra de decoro parlamentar.
Segundo o regimento interno do Congresso, o deputado Narcio Rodrigues (PSDB-MG), por ser o primeiro vice-presidente da Câmara, foi escolhido para ocupar a Presidência do Congresso na ausência do presidente do Senado. Mais cedo, o próprio Renan disse que só presidiria a sessão se precisasse "colocar ordem na Casa".
A LDO, que precisa ser votada pelas duas Casas em conjunto, define as diretrizes para a confecção do Orçamento da União do ano seguinte. Sem sua aprovação, os parlamentares são impedidos de iniciar o recesso, marcado para começar dia 18.
- Renan viu que poderia comprometer a aprovação da LDO pelas questões políticas, as birras de partidos e essas manifestações de plenário - afirmou Múcio.