Presos policiais envolvidos com caça-niqueis e jogo de bicho
A Corregedoria da Polícia Civil do Rio de Janeiro deu início nesta quarta-feira a uma operação para desarticular um grupo de policiais envolvido em contravenções como jogo do bicho e máquinas caça-níqueis. Durante a ação, a polícia apreendeu uma mala com dinheiro, que estava escondida numa árvore, no quintal de um dos acusados, em Niterói.
A Corregedoria da Polícia Civil do Rio de Janeiro deu início nesta quarta-feira a uma operação para desarticular um grupo de policiais envolvido em contravenções como jogo do bicho e máquinas caça-níqueis. Segundo a Polícia Civil, Até o fim desta manhã, foram presos seis policiais civis, entre eles, um delegado, além de um agente penitenciário.
A operação teve como objetivo o cumprimento de dez mandados de prisão, sendo sete contra policiais civis, e 29 de busca e apreensão na capital fluminense e região metropolitana, em Niterói e em municípios da Baixada Fluminense. As investigações da corregedoria começaram há seis meses.
Os agentes também estiveram na antiga casa do ex-presidente da Escola de Samba Unidos do Viradouro Marcos Lyra, em Camboinhas, Niterói. Segundo funcionários do condomínio informaram, Lyra não mora no local há três meses, mas na residência foram encontradas documentos da escola de samba e máquinas caça-níqueis.
Para evitar o vazamento de informações, fuga de procurados, destruição de documentos e provas, a Polícia Civil só distribuiu os envelopes com o destino dos agentes uma hora antes do começo da operação.
Durante a ação, a polícia apreendeu uma mala com dinheiro, que estava escondida numa árvore, no quintal de um dos acusados, em Niterói. A mala de dinheiro tinha cerca de R$ 210 mil, segundo informou a chefe de Polícia Civil do Rio, Martha Rocha.
O ex-secretário de Segurança de Niterói, Marival Gomes, teve bens apreendidos durante a operação. Policiais ficaram durante cinco horas no apartamento de Marival, em Icaraí, e saíram de lá carregando documentos, joias e dinheiro. Atualmente, ele trabalha na prefeitura como assessor da Secretaria Executiva da Prefeitura de Niterói. No local, Marival negou qualquer tipo de ligação com o jogo do bicho.
Os suspeitos vão responder pelos crimes de lavagem de dinheiro, enriquecimebnto ilícito , envolvimento com o jogo do bicho, corrupção passiva e formação de quadrilha.
– Quando assumi a chefia da Polícia Civil, chamei o delegado Gilson para uma reunião e indaguei sobre as investigações que ele considerava mais complexas. Ele me disse que investigava a permissividade de policiais civis de Niterói com o jogo do bicho. Eu determinei: ‘seja pró-ativo. Não há território intocado para a Polícia Civil. Não desejo saber os alvos, só os resultados' –, afirmou Martha Rocha.
– Eu conto com o grupo de bons, dedicados e valorosos policiais, e esses não temem as ações da Corregedoria da Polícia Civil –, finalizou.
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