Os policiais, do 36º Batalhão da Polícia Militar, devem responder pelos crimes de tortura e tentativa de homicídio
13/07/2011
Da redação
Seis policiais militares estão presos no presídio militar Romão Gomes, acusados de colocar fogo no morador de rua Ednaldo da Silva Santos, de 24 anos, na madrugada da terça-feira (12), em Taboão da Serra, na Grande São Paulo. O jovem, que sofreu queimaduras de 2º e 3º grau no pescoço, abdômen e braços, permanece internado nessa quarta-feira (13) no Hospital Municipal do Taboão e não corre risco de morte.
Os policiais pertencem ao 36º Batalhão da Polícia Militar e devem responder pelos crimes de tortura e tentativa de homicídio.
Na versão dos PMs, eles atendiam uma chamada do Centro de Operações da Polícia Militar (Copom) para combater um suposto furto no bairro Jardim Triângulo, quando viram o morador de rua furtando materiais de construção em uma residência, que estava em obra. Ao se aproximarem, Ednaldo teria pedido um cigarro e esqueiro e acabou, de forma acidental, colocando fogo nas suas próprias roupas.
De acordo com o porta-voz da PM, capitão Luiz Antônio Rosa, cerca de uma hora depois da ocorrência, o Copom foi avisado de que o autor do furto teria dado entrada no pronto-socorro de Taboão, sofrendo de queimaduras. A Corregedoria procurou Ednaldo, que reconheceu as fotos dos agentes e contou que os policiais atearam fogo nele.
Segundo o capitão, existiram provas suficientes para o auto de prisão em flagrante. Os nomes dos policiais ainda não foram divulgados.
(Com agências)