Rio de Janeiro, 27 de Setembro de 2026

Presos PMs suspeitos de matar engenheira na Barra

Quinta, 25 de Junho de 2009 às 08:11, por: CdB

Os quatro policiais militares envolvidos no desaparecimento da engenheira Patrícia Amieiro, presos na noite de quarta-feira, serão transferidos para o Batalhão Especial Prisional nesta quinta-feira. Os quatro PMs tiveram a prisão preventiva decretada pelo juiz Fábio Uchoa, do 1° Tribunal do Júri da Capital, nesta quarta, depois de um laudo pericial ter apresentado indícios suficientes para incriminar os PMs.

Marcos Paulo Nogueira Maranhão e Willian Luís do Nascimento, que estavam baseados na Estrada do Joá, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, na noite do acidente, vão responder por homicídio e ocultação de cadáver da engenheira. Os outros dois policiais que chegaram posteriormente ao local, Fábio da Silveira Santana e Márcio Oliveira dos Santos, vão responder apenas por ocultação de cadáver.

O laudo pericial apresentou um conjunto de provas de que o carro foi alvejado por três tiros ainda na saída do túnel.

– É praticamente impossível que o corpo tenha sido projetado para frente. Se isso aconteceu, o cadáver deveria estar na estrada e não dentro do canal – disse o diretor do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE), Sérgio da Costa.

O carro da engenheira foi encontrado em uma ribanceira, na saída do Túnel Zuzu Angel, na Barra da Tijuca, no dia 14 de junho do ano passado. Segundo peritos, Patrícia dirigia a pelo menos 120km/h e peritos acham improvável que o corpo da engenheira tenha sido jogado para fora durante a queda. A principal suspeita é que os PMs tenham tentado fazer Patrícia parar, mas como não conseguiram, acabaram atirando e, depois, pedido a colegas do batalhão do Recreio dos Bandeirantes para ocultar o corpo.

Ainda de acordo com Sérgio da Costa, os primeiros depoimentos dos policiais militares apresentaram muitas contradições, especialmente o do policial Marcos Paulo.

– Na primeira versão, ainda na delegacia, ele foi muito rico em detalhes técnicos. Disse que verificou que o vidro estava perfurado por bala. Em depoimento posterior, ele disse não lembrar do estado do parabrisas dianteiro, mas afirmou que se aproximou do carro colocando as mãos sobre o vidro da frente para verificar se havia alguém dentro do veiculo – disse o diretor do ICCE.

O delegado adjunto da Delegacia de Homicídios que investigou o crime, Ricardo Barbosa, informou também que o veículo sofreu diversas alterações ainda no local do crime, referentes à trajetória do disparo, visando ocultar provas. Ele contou ainda que, apesar dos projéteis terem se fragmentado, foi possível constatar que as armas utilizadas no crime eram compatíveis com a dos policiais de plantão, principalmente, a pistola calibre 40, arma usada pelo policial Marcos Paulo.

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