Rio de Janeiro, 20 de Janeiro de 2026

Presos mantêm reféns em rebelião em delegacia de Teresópolis

Quarta, 25 de Abril de 2007 às 07:33, por: CdB

A rebelião começou no início da noite de terça-feira depois de uma tentativa de fuga que acabou sendo impedida pelos policiais. Os presos pedem para serem transferidos por causa da superlotação na delegacia que tem capacidade para 65 presos, mas abriga atualmente 160. 

Parentes dos presos passaram a noite aguardando informações. A avó de um dos presos teve um enfarte e morreu no local. Foram ouvidos tiros dentro da delegacia aumentando a tensão entre os parentes. O delegado titular Augusto Medeiros de Paiva e o delegado substituto, Hugo Werneck Campos, conduzem as negociações.

Um representante da Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE) da Polícia Civil ajuda na negociação da libertação dos reféns e na rendição dos presos.

De acordo com a polícia, dois presos agredidos pelos companheiros de cela foram levados para o Hospital das Clínicas de Teresópolis com ferimentos. Um deles, Alessandro Machado da Silva, levou um golpe na cabeça e teve uma mão quebrada.

Mais de 60 policiais militares do 30º BPM (Teresópolis) cercam o local. Homens do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) também participam da ação. Uma ambulância do corpo de bombeiros está estacionada próximo à carceragem. Ruas próximas à delegacia foram fechadas para evitar a aproximação de curiosos.

Nesta manhã dois presos que eram feitos de refém foram libertados e outros três presos e o carcereiro Robson Almeida da Silva permanecem em poder dos rebelados. A juíza titular da Vara de Execuções Penais da cidade, Daniela Barbosa afirma ainda que não haveria outros feridos e que o carcereiro não está algemado nem preso a um botijão de gás, como foi divulgado anteriormente. Alguns presos estariam no pátio.

As negociações foram retomadas na manhã desta quarta-feira,  após interrupção durante a madrugada. O comandante do 30º BPM (Teresópolis), Elson Haudebrichs, disse que a situação está sob controle, mas há riscos.

Esta não é a primeira rebelião na carceragem da 110ª DP, em Teresópolis. Há dois anos, 20 presos escaparam e na fuga um deles morreu. Em março, houve um princípio de motim dos detentos.

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