Depois de duas noites em condições precárias, os presos rebelados no Presídio do Serrotão, que mantinham parentes reféns, decidiram terminar com a rebelião.
Um grupo de detentos aceitou conversar com a Comissão de Gerenciamento de Crises, criada para negociar com os amotinados.
Atualmente, os detentos do 'Serrotão' vivem em celas abertas e as paredes são frágeis. O presídio foi construído em um terreno arenoso, o que facilita fugas e aberturas de túneis.
Pelo menos 92 pessoas foram mantidas reféns por presos amotinados no Presídio do Serrotão, em Campina Grande, a maioria familiares dos próprios detentos.
O motim começou no final da tarde de quarta-feira, como forma de protesto dos presos. Inicialmente, eram mantidas reféns 115 pessoas, a maioria mulheres e crianças.
Segundo o diretor do presídio, tenente Paulo Guilherme, o motim começou logo depois de servido o jantar, por volta das 16h de quarta-feira. Uma mulher e uma criança foram libertadas no começo da noite.
Os rebelados reivindicavam a mudança da direção do presídio e alguns benefícios. No final da noite de quinta-feira, eles convocaram os jornalistas e apresentaram suas exigências: alegam falta de alimentação e de produtos de higiene; querem o fim da revista íntima aos familiares em dias de visita; e o fim dos espancamentos que disseram ser vítimas dentro do presídio.
No começo da noite, com a falha da negociação, foi determinado o corte no fornecimento de água e luz no pavilhão onde estão os rebelados.