Os presos que mantinham familiares reféns desde a tarde desta terça-feira no Centro de Custódia de Presos de Justiça, em São Luís (MA), encerraram a rebelião por volta das 12h20 desta quarta-feira (horário de Brasília, 11h20 horário local).
Cerca de 20 mulheres e crianças foram impedidos de deixar a unidade com o motim, iniciado com uma tentativa de fuga. Os familiares estavam na unidade para uma atividade por ocasião do Dia das Crianças, comemorado no último dia 12.
Os presos estavam armados. Na terça, os amotinados feriram ao menos quatro pessoas --dois presos, um agente penitenciário e uma auxiliar de enfermagem da unidade-- com disparos.
Para o governo, só cerca de 75 dos 192 detentos abrigados na unidade participaram da rebelião. O Centro de Custódia está superlotado --tem capacidade para cem pessoas. Em maio passado, o governador do Maranhão, Jackson Lago (PDT), decretou situação de emergência no sistema prisional do Estado em razão da superpopulação.
Os detentos rebelados reivindicam sua permanência na unidade. Recentemente, o governo do Maranhão anunciou que transferiria os presos para reformar as celas que foram danificadas no último motim, ocorrido há duas semanas.
Segundo a Secretaria da Segurança, os líderes da rebelião deverão ser transferidos. No entanto, não há confirmação sobre a data ou número de transferências.
Feridos
Com o fim da rebelião, funcionários poderão confirmar se não houve fugas e se existem outros feridos na unidade.
Os presos feridos foram identificados pela secretaria como Adão de Oliveira Silva, atingido no braço, e Evandro Carvalho Silva, atingido na perna.
O agente seria Edilson Pereira Santos, atingido no braço direito, e a auxiliar de enfermagem, Monica Albino Pereira, ferida no pescoço.