Policiais da Delegacia de Homícidios (DH) prenderam na madrugada desta quinta-feira o suspeito de ter matado o auxiliar de cozinha Reginaldo Pereira dos Santos, de 47 anos, que foi baleado nesta terça, dentro do ônibus da linha 415, que faz o trajeto Usina - Leblon.
Especialistas da Delegacia conseguiram identificar a fisionomia do assassino através da melhora das imagens da câmera de segurança do ônibus, que estavam de baixa qualidade.
Os policiais cercaram uma empresa na Avenida Rio Branco, no Centro do Rio, onde o suspeito trabalha como segurança. Ele não reagiu à prisão e confessou o crime, alegando que matou o cozinheiro com um tiro. A causa do disparo teria sido por motivos da vítima ter se recusado a fechar a janela do ônibus. O agentes, no entanto, afirmaram que ele não é policial e não tem ficha criminal.
O cozinheiro Reginaldo da Silva foi enterrado no Cemitério de Irajá, na Zona Norte do Rio. Família e amigos estavam ainda muito indignados com o assassinato. Sua esposa, Maria Aparecida da Silva, estava muito emociada e pediu por justiça. Reginaldo trabalhava no Instituto Benjamin Constant, Zona Sul da cidade, tinha três filhos e dois netos.
Reginaldo Pereira foi morto com um tiro na barriga, por volta das 6h30m de terça-feira, dentro do ônibus da Linha 415 (Usina-Leblon) na altura da Praça das Nações Unidas, em Botafogo, na Zona Sul. Segundo a polícia, o assassino estava em pé no corredor do ônibus, que estava cheio, e pediu para que Reginaldo, que estava indo para o trabalho, fechasse a janela. A vítima disse que não fecharia e, após uma discussão, o desconhecido deu um tiro no cozinheiro. Ele estava indo para o trabalho, na Urca, onde começava o expediente às 7h.